O Agosto Verde Claro, mês de conscientização sobre o linfoma, chama atenção para a necessidade de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado dessa doença hematológica que afeta o sistema linfático. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), estão previstos cerca de 15.120 novos casos de linfomas no Brasil em 2025, sendo 710 na Bahia.
O linfoma se divide em dois tipos principais: o Linfoma de Hodgkin, mais comum em jovens, e o Linfoma não-Hodgkin, com mais de 50 subtipos, geralmente mais frequente em pessoas acima de 60 anos. Os fatores de risco incluem imunidade enfraquecida, infecções virais como Epstein-Barr, HIV e HTLV, doenças autoimunes, exposição a agrotóxicos, solventes e radiação ionizante, de acordo com especialistas da Oncoclínicas.
Os sintomas mais comuns são linfonodos aumentados no pescoço, axilas e virilha, conhecidos como ínguas, que podem ser indolores. Outros sinais incluem cansaço excessivo, suores noturnos, febre, náuseas, vômitos, dor abdominal, coceira intensa, perda de peso inexplicada e mal-estar. A persistência de nódulos por mais de duas semanas ou o surgimento de outros sintomas exige avaliação médica imediata.
O diagnóstico é realizado por meio de exames clínicos, laboratoriais, de imagem e biópsia dos linfonodos, permitindo identificar o tipo e estágio do linfoma. A detecção precoce é determinante para o sucesso do tratamento e aumento da expectativa de vida do paciente, destacam os hematologistas.
O tratamento é individualizado e pode incluir quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e, em casos específicos, transplante de medula óssea. Uma terapia inovadora, o Car-T Cell, utiliza células T modificadas geneticamente para combater tumores e já foi aprovada pela Anvisa para tratar linfomas recidivados ou resistentes, leucemia linfoblástica aguda de células B e mieloma múltiplo.


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