O Agosto Verde‑Claro intensifica a conscientização sobre os linfomas, grupo de cânceres do sangue que afeta os linfócitos, com foco no diagnóstico precoce, acesso ao tratamento multidisciplinar e protocolos assistenciais seguros. A data também coincide com o Dia Nacional de Combate aos Linfomas, celebrado em 30 de agosto.
Os linfomas são divididos em Hodgkin e não-Hodgkin, sendo este último o mais comum no Brasil. Estima-se que mais de 14 mil brasileiros desenvolvam linfomas anualmente, com 2.500 casos de Hodgkin registrados por ano.
A hematologista Liliana Borges, do Hospital Mater Dei Salvador (HMDS), explica que os sintomas iniciais incluem aumento indolor dos gânglios no pescoço, axilas e virilhas, suor noturno, febre persistente, perda de peso inexplicada, fadiga, coceira e dor localizada.
Entre os fatores de risco estão histórico de imunodeficiências, doenças autoimunes e infecções virais ou bacterianas, como HIV, hepatite C e H. pylori. O diagnóstico é confirmado por biópsia de gânglio linfático ou medula óssea, imunofenotipagem e exames de imagem, como tomografia e PET‑CT, que definem o estadiamento da doença.
O tratamento é individualizado e pode incluir quimioterapia, imunoterapia e, em casos refratários, transplante de medula óssea autólogo. Avanços recentes também permitem o uso de terapias celulares, como CAR‑T cell e anticorpos biespecíficos, ampliando opções para pacientes com doença agressiva ou resistente.
A especialista Luciana Di Paolo, do HMDS, reforça medidas preventivas indiretas, como hábitos de vida saudáveis, controle de peso, monitoramento de doenças preexistentes e acompanhamento médico de alto risco.
O HMDS dispõe de unidade de Linfoma com quimioterapia segura, transplante de medula óssea e equipe multidisciplinar, além de suporte em reabilitação física, nutricional e emocional, segundo o oncologista Cleydson Santos.
Durante o Agosto Verde‑Claro, os especialistas destacam que observação de sintomas, avaliação médica antecipada, acesso a tratamento e apoio multiprofissional são essenciais. A detecção precoce e os avanços terapêuticos aumentam a chance de cura ou controle da doença, mesmo em linfomas complexos.


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