A vereadora Marta Rodrigues (PT) criticou, na terça-feira (06/08/2025), o prefeito de Salvador, Bruno Reis, por declarações que questionam decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e pela postura adotada frente ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos, que afeta setores estratégicos para Salvador e Bahia. Segundo a parlamentar, o chefe do Executivo municipal utiliza discurso técnico para aparentar equilíbrio, mas mantém alinhamento político com o bolsonarismo, ao mesmo tempo em que ignora temas econômicos urgentes para a população.
Marta Rodrigues afirmou que o contraditório é direito assegurado, porém, em sua avaliação, o uso desse argumento para contestar o papel do Judiciário integra uma estratégia que visa deslegitimar instituições.
“Bruno Reis prefere se posicionar como aliado do bolsonarismo a defender de fato a democracia”, declarou a vereadora, destacando que as palavras e omissões do prefeito indicam fidelidade política ao ex-presidente, mesmo após os fatos envolvendo atos antidemocráticos.
Além da questão judicial, a vereadora apontou omissão de Bruno Reis frente ao impacto do tarifaço americano, que atinge a economia local e regional. Enquanto o governador Jerônimo Rodrigues participa de encontros com empresários, sindicatos e o Governo Federal para buscar soluções, o prefeito, segundo Marta, se mantém em silêncio.
“Quando não se coloca ao lado do Governo Federal e do Governo da Bahia, Bruno Reis está, na prática, contra o povo brasileiro”, afirmou, acrescentando que o prefeito “prefere repetir o discurso da extrema-direita a defender quem mais precisa”.
A parlamentar reforçou a crítica à ausência do prefeito nos debates essenciais sobre os efeitos econômicos das medidas internacionais e ressaltou a necessidade de diálogo com os setores que buscam reconstruir o país.
“Salvador precisa de um prefeito comprometido com a cidade, não com uma agenda ultrapassada”, afirmou.
Marta Rodrigues também abordou o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), apontando a falta de participação popular na sua elaboração e o abandono das regiões periféricas da capital baiana. Segundo ela, o aumento do endividamento municipal decorrente de empréstimos sem retorno social é outro aspecto negligenciado pelo governo local.
“Ele prefere comentar decisões do STF ao invés de encarar a realidade da capital baiana”, concluiu.


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