A vereadora Marta Rodrigues (PT) criticou, na terça-feira (20/05/2025), a gestão do prefeito Bruno Reis pela condução da greve dos professores da rede municipal de Salvador, que já dura 15 dias. A parlamentar afirmou que o prefeito adota práticas autoritárias, ameaçando corte de salários e buscando criminalizar o movimento grevista, que ela classificou como legal e amparado pela Constituição.
Segundo Marta, a greve é consequência direta da falta de diálogo entre a prefeitura e os profissionais da educação, agravada pela defasagem salarial de 58%, que, segundo a vereadora, resulta do não cumprimento da Lei Federal nº 11.738/2008, que estabelece o Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério. A parlamentar também destacou que, apesar dos aumentos nos repasses do Fundeb (Lei nº 14.113/2020), o município não repassa os reajustes devidos aos profissionais.
Entre as principais reivindicações dos professores, estão:
-
Reajuste salarial de 6,27%, retroativo a janeiro de 2025;
-
Cumprimento de um terço da jornada para atividades extraclasse;
-
Pagamento de licenças-prêmio e pecuniárias atrasadas;
-
Reestruturação do plano de carreira da categoria.
A vereadora ressaltou que a greve não é o problema, mas sim uma resposta à falta de compromisso da gestão municipal com a educação pública.
“O que está em curso é uma tentativa de enfraquecer a organização dos trabalhadores e silenciar uma categoria que luta por seus direitos”, afirmou.
Além das críticas à condução da greve, Marta denunciou as condições estruturais das escolas municipais, corroborando relatos feitos pela APLB Sindicato, que apontam:
-
Salas sem ventilação adequada;
-
Infiltrações e telhados comprometidos;
-
Banheiros quebrados;
-
Falta de merenda escolar;
-
Escassez de materiais e recursos pedagógicos;
-
Déficit de professores, agravado pela ausência de concursos públicos.
A parlamentar também destacou o enfraquecimento da Educação de Jovens e Adultos (EJA), que, segundo ela, vem sendo negligenciada pela atual gestão municipal. “O desmonte da EJA reflete uma política de exclusão que trata a educação como despesa, e não como investimento social e estratégico”, concluiu Marta.


Deixe um comentário