A crescente violência contra mulheres tem impulsionado a busca pelo Krav Maga, técnica de defesa pessoal que oferece respostas rápidas e objetivas para situações de risco. Dados da 19ª Edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgados em julho de 2025, indicam aumento de 0,7% nos casos de feminicídio em 2024 em comparação a 2023, totalizando 1.492 mulheres assassinadas, sendo que 80% das vítimas foram mortas por companheiros ou ex-companheiros. A maioria dos crimes (64,3%) ocorreu dentro de casa.
Este cenário contribui para a adesão de mulheres ao Krav Maga, modalidade que, segundo o Grão Mestre Kobi Lichtenstein, presidente da Federação Sul Americana de Krav Maga, proporciona não apenas técnica de defesa, mas também controle emocional e alteração da postura diante do medo. Atualmente, 30% dos alunos da federação são mulheres.
O treinamento do Krav Maga é voltado para a defesa e não para a competição. As aulas, ministradas por profissionais habilitados, abordam a filosofia da modalidade e treinam técnicas simples e eficazes para neutralizar ameaças diversas. O método inclui preparação física e mental para garantir o controle das emoções em situações de violência.
Criado na década de 1940 por Imi Lichtenfeld, o Krav Maga foi desenvolvido para que qualquer pessoa, independente de sexo, idade ou força física, possa se defender de agressões, armadas ou não. O Grão Mestre Kobi Lichtenstein, faixa-vermelha 8º Dan e aluno direto do fundador, destaca que a organização completa 35 anos no Brasil em 2025, contribuindo para a formação de mulheres com maior autoestima e autoconfiança.
A Federação Sul Americana de Krav Maga, maior organização mundial da modalidade, atua em países como Brasil, México, Argentina, Portugal, Estados Unidos e Canadá. Sob a presidência de Kobi Lichtenstein, a federação mantém os padrões originais da técnica, assegurando qualidade e ética nos treinamentos.
Mais informações estão disponíveis no site oficial: www.kravmaga.com.br.



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