A Geração X, formada por nascidos entre as décadas de 1960 e 1980, domina o quadro de CEOs da Fortune 500 e deve manter o protagonismo no mercado de trabalho até pelo menos 2030. De acordo com o relatório internacional ‘Ipsos Generation Report 2025’, essa geração é a que possui a maior renda nos Estados Unidos, superando os Baby Boomers e os Millennials, e representa cerca de 20% da população adulta da União Europeia, com aproximadamente 88 milhões de pessoas.
O levantamento evidencia que, apesar da visibilidade da Geração Z, a Geração X permanece no centro das decisões políticas, empresariais e familiares no ocidente, estendendo seu tempo produtivo para além dos 70 anos. Este grupo mantém forte presença nas salas de reuniões e nos cargos de liderança, sendo responsável pela gestão de equipes e pela condução de estratégias empresariais e públicas.
A Diretora de Publicidade da Prefeitura Municipal de Salvador (PMS), Lília Lopes, 51 anos, integra o grupo de lideranças da Geração X, atuando em um ambiente com diversidade geracional. Para ela, a composição equilibrada entre diferentes gerações nas equipes é essencial para aliar a inovação e a experiência no ambiente de trabalho. Segundo Lília, o diálogo entre perfis como o da Geração Z, mais ansiosa e disruptiva, e das gerações mais antigas, focadas em processos e metodologias, resulta em vantagem competitiva.
Além disso, o relatório ‘Why Diversity Matters’, da McKinsey & Company, confirma que a diversidade étnica, cultural e de gênero na liderança está diretamente associada ao aumento da lucratividade das empresas, com a diversidade de gênero elevando a receita em cerca de 21%. A experiência prática de Lília reforça essa correlação, ao liderar equipes multidisciplinares que abrangem desde jovens aprendizes até servidores com mais de 30 anos de serviço público.
No cotidiano da gestão, Lília destaca o desafio de aplicar estratégias de comunicação segmentadas para públicos variados, distribuindo recursos conforme linguagem, público-alvo e orçamento, o que contribui para o sucesso das campanhas da Prefeitura. Segundo ela, o equilíbrio entre perfis geracionais é fundamental para a eficácia das ações.
Desafios da presença feminina na Geração X
O relatório Ipsos indica que, em 2024, das 500 posições de CEO da Fortune, apenas 52 eram ocupadas por mulheres, ainda que a Geração X feminina tenha superado os homens em níveis de educação nos EUA. A experiência de Lília Lopes destaca o valor das soft skills femininas, como mediação, sensibilidade, atenção aos detalhes e capacidade de diálogo, que influenciam positivamente as lideranças.
Lília relata que a forma feminina de conduzir processos, baseada na escuta ativa e na convivência harmoniosa, pode transformar ambientes corporativos e públicos, desafiando estigmas relacionados ao comportamento tradicional de liderança. Ela enfatiza a importância de reconhecer a expertise dos colaboradores e a habilidade de captar informações não explícitas como diferenciais estratégicos.


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