Salvador sedia XIV Festival Internacional de Percussão 2 de Julho

A capital baiana recebe, entre os dias 21 e 26 de julho de 2025, o XIV Festival Internacional de Percussão 2 de Julho, evento que transforma o Pelourinho em um centro global da música percussiva com programação composta por oficinas gratuitas, concertos abertos ao público e apresentações de mestres de vários países.

O festival será realizado no Teatro do SESC Pelourinho e na Casa do Benin, com inscrições abertas para oficinas e venda de ingressos para apresentações nos horários noturnos. A abertura oficial, na noite desta segunda-feira (21/07/2025), e os Concertos da Tarde, realizados de terça a sábado, às 14h, terão acesso gratuito.

Proposta e histórico do festival

O Festival Internacional de Percussão 2 de Julho foi criado a partir de um espetáculo acadêmico concebido pelo professor Jorge Sacramento. O evento original reuniu mestres de blocos afro, músicos ligados à Universidade Federal da Bahia (UFBA) e representantes de terreiros de candomblé, unindo pesquisa, tradição e performance.

Com o êxito da primeira edição, o projeto foi expandido e institucionalizado, tornando-se referência na América Latina. Atualmente, é coordenado pelo Prof. Dr. Aquim Sacramento, com vice-coordenação de Bruno Azevedo e Luana Oliveira, ambos mestrandos da UFBA. Jorge Sacramento atua como consultor técnico e pedagógico.

Estrutura formativa e artística

O festival possui dupla função: artística e pedagógica. Além das apresentações, conecta músicos e estudantes de extensão, graduação e pós-graduação em percussão da UFBA com artistas nacionais e estrangeiros, fortalecendo a troca de conhecimentos e a valorização das culturas percussivas tradicionais e contemporâneas.

Participação nacional e internacional

A edição de 2025 reúne representantes de Japão, México, Uruguai, Argentina e Equador, além de artistas de estados como Bahia, São Paulo, Rio Grande do Sul, Pará, Pernambuco, Minas Gerais e Goiás. A programação conta com 30 apresentações e 8 oficinas, abrangendo desde expressões tradicionais até experiências contemporâneas da percussão.

Coletivos percussivos, grupos culturais e músicos solo integram a grade artística do festival, que reafirma a importância da percussão como linguagem de resistência, expressão cultural e formação musical.


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