A profissão de trancista foi incluída na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), sob o código 5161-65, após articulação da vereadora Ireuda Silva (Republicanos). A inclusão oficializa o ofício no mesmo nível de outras atividades do setor de beleza, como cabeleireiros e manicures, beneficiando aproximadamente 15 mil profissionais em todo o país.
A oficialização da profissão de trancista representa um avanço no reconhecimento da atividade como essencial para a cultura afro-brasileira, economia e autoestima da população negra. A vereadora Ireuda Silva destacou o processo como resultado de diálogo e mobilização, com apoio da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, que ela preside, e da Comissão de Reparação da Câmara de Salvador, da qual é vice-presidente.
Articulação política e avanços para a categoria
Em 2023, Ireuda Silva conduziu reuniões com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, apresentando a demanda da categoria. A partir dessa interlocução, o Ministério do Trabalho realizou estudos técnicos que culminaram na inclusão da profissão no sistema da CBO. A vereadora também protocolou projetos para regulamentar a profissão em âmbito nacional, buscando consolidar direitos e ampliar oportunidades para as trancistas.
Ireuda atribui a vitória à mobilização das mulheres negras e à deputada federal Rogéria Santos, que teve participação relevante no processo em Brasília.
“Continuaremos avançando para garantir ainda mais direitos e oportunidades para essas profissionais”, afirmou.
Iniciativas municipais de valorização
Em Salvador, a vereadora propôs projetos para ampliar o apoio às trancistas. Entre eles, está o Centro de Valorização Municipal à Trancista Idalice Bastos (PIN-239/2023), que oferecerá formação profissional, capacitação, acesso a crédito e visibilidade. Também foi apresentado o Fundo Municipal de Apoio à Trancista (PIN-240/2023), destinado ao financiamento de ações específicas para a categoria.
Outro projeto relevante é o PL nº 277/2023, que reconhece a profissão de trancista como patrimônio cultural imaterial de Salvador, cidade referência na cultura afro-brasileira.
Importância cultural e social da atividade
A vereadora destacou que as tranças são uma expressão artística que preserva tradições e promove a autoestima da população negra. Para ela, a atividade representa resistência, cuidado, empreendedorismo e educação afetiva.
“Hoje, o Brasil reconhece isso oficialmente”, concluiu Ireuda Silva.


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