A cidade de Salvador sediou, na tarde de segunda-feira (09/06/2025), uma mesa redonda com foco nos direitos da população LGBTQIAPN+ no ambiente de trabalho, promovida pela Escola Superior de Advocacia (ESA), no Campo da Pólvora. Com o tema “Diversidade Sexual e de Gênero nas Relações de Trabalho: Letramento, Direitos, Saúde e Inclusão no Mercado de Trabalho”, o evento contou com a presença de mais de 100 pessoas, entre estudantes da rede pública estadual, professores, advogados, especialistas e ativistas.
O encontro foi idealizado e mediado pela advogada e professora Isabele Pereira, docente de Direito do Trabalho no Centro Estadual de Educação Profissional em Gestão Severino Vieira (CEEP). A mesa de debate teve a participação de nomes como Léo Kret do Brasil, Ives Bittencourt, Márcia Ribeiro, Dennys Gomes, Maurício Bodnachuk, Carle Porcino e Suzana Lyra, que abordaram temas como:
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Letramento em diversidade de gênero e sexualidade
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Saúde mental e física da população LGBTQIAPN+
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Cumprimento da legislação contra a discriminação
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Inclusão efetiva no mercado de trabalho
Durante as discussões, foi ressaltado que o conhecimento e o letramento sobre diversidade sexual e de gênero são fundamentais para promover ambientes laborais mais inclusivos e menos suscetíveis a práticas discriminatórias.
Participação estudantil e experiências compartilhadas
O público presente foi majoritariamente composto por alunos do CEEP em Gestão Severino Vieira, que demonstraram envolvimento e interesse ao longo de toda a programação. Entre os depoimentos registrados, destaca-se o do estudante Jorge Pereira da Silva, 61 anos, do curso Técnico em Segurança do Trabalho:
“Ficamos agradecidos à professora Isabele Pereira por nos proporcionar essa experiência. Foram apresentados diversos relatos de discriminação enfrentados pela comunidade LGBTQIAPN+, o que ampliou nossa consciência social.”
Outra participante, Carine Dias, aluna do curso Técnico em Serviços Jurídicos, reforçou a relevância do letramento como ferramenta contra o preconceito:
“Muitos preconceitos nascem da ignorância. O letramento esclarece termos, identidades e orientações, e contribui para o uso respeitoso da linguagem.”
Reflexões sobre responsabilidade social e cumprimento legal
Em sua fala, Isabele Pereira sublinhou que o combate à discriminação não é apenas uma demanda ética, mas também uma exigência jurídica:
“O enfrentamento à discriminação de gênero no trabalho é responsabilidade de toda a sociedade. Não se trata apenas de empatia, mas de cumprimento da legislação vigente. Ambientes de trabalho excludentes e doentios refletem uma sociedade igualmente adoecida. A educação é o caminho mais eficaz para a mudança.”
Relevância do evento no contexto social e jurídico
A mesa redonda evidenciou a necessidade de ações concretas em defesa da inclusão, reforçando o papel das instituições de ensino e das entidades jurídicas na promoção de direitos fundamentais. O debate destacou que a diversidade precisa ser implementada como prática e não apenas como discurso institucional, a fim de garantir um mercado de trabalho mais equitativo e acolhedor.


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