O Governo Federal formalizou, nesta terça-feira (03/06/2025), um protocolo de intenções entre os Ministérios da Pesca e Aquicultura (MPA), da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e do Turismo. A ação foi realizada durante o lançamento do Plano Nacional para o Desenvolvimento Sustentável da Pesca Amadora e Esportiva, com foco na integração territorial, desenvolvimento econômico e turismo sustentável.
O plano busca conectar localidades com potencial para a pesca esportiva, utilizando roteiros temáticos estruturados, além de promover capacitação, geração de emprego e conservação ambiental.
Fortalecimento da cadeia da pesca esportiva
Durante a cerimônia, o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, destacou que o Brasil possui “águas abundantes e talentos diversos”.
“Com a Rota da Pesca, vamos transformar essa riqueza em oportunidade para milhares de brasileiros que vivem da pesca e do turismo”, afirmou Góes.
Ele também ressaltou os avanços do setor.
“O Ministério da Pesca concedeu mais de 323 mil licenças e realizou mais de 117 competições no último ano. Isso mostra o enorme potencial desse setor na geração de renda e desenvolvimento sustentável”, completou o ministro.
Diagnóstico regional e desenvolvimento sustentável
Na sexta-feira (30/05/2025), o MIDR apresentou o Diagnóstico e Plano de Desenvolvimento da Pesca e Aquicultura do Amapá, durante o 2º Workshop de Pesca Esportiva e Amadora no estado.
O secretário de Pesca do Amapá, Paulo Nogueira, afirmou:
“Fico muito feliz por termos agora um norte a seguir. Esse diagnóstico foi extremamente importante e sei que ainda vem muita coisa boa pela frente”, disse.
Impacto social e inclusão feminina no setor
Entre os destaques do evento, a pescadora Jaqueline Aparecida dos Santos, vencedora do Prêmio Mulheres das Águas, relatou a transformação social promovida pela atividade.
“Comecei na pesca para sobrevivência, junto com meu pai. Hoje pratico por lazer e esporte”, contou Jaqueline, natural do distrito de Águas de Miranda, em Bonito (MS).
Ela também ressaltou a importância do plano:
“É algo inédito feito pelo Governo Federal. Ações como essa trazem oportunidades, geração de emprego, renda e mais dignidade para nossas comunidades”, afirmou.
Sobre o impacto social, destacou:
“Nossa comunidade, antes vista apenas como um local de prostituição, hoje, com a pesca esportiva, tem mais dignidade, inclusão e preservação do ecossistema”, completou.
Diretrizes do Plano Nacional da Pesca Esportiva
O plano é fruto de um processo participativo iniciado em 2023, com 16 oficinas regionais, reunindo pescadores, organizações sociais e gestores públicos. Conta com apoio do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e da consultoria Igarapesca.
O ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, destacou:
“A pesca amadora e esportiva tem grande potencial como vetor de desenvolvimento regional e turismo sustentável. Este plano é um verdadeiro mapa de navegação, construído com escuta, ciência e compromisso”, afirmou.
Outras entregas anunciadas no evento
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Lançamento do livro “Pesca Amadora no Brasil”, produzido pelo MPA em parceria com a Unifesp, com estudos e dados do setor;
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Anúncio de uma websérie de capacitação para guias de pesca e profissionais do turismo de pesca esportiva, com foco nas características regionais;
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Apresentação do Painel da Pesca Amadora e Esportiva, uma plataforma digital com dados, licenças, eventos e indicadores do setor;
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Criação do Comitê da Pesca Amadora e Esportiva no Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca (CONAPE), ampliando a governança participativa;
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Apresentação do Projeto Peixara, executado com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), para monitoramento e conservação de espécies como piraíba e tucunaré.


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