Salvador: Vereadores antecipam debate sobre meio ambiente e discutem impactos urbanos

A Câmara Municipal de Salvador antecipou, na terça-feira (03/06/2025), o debate sobre as questões ambientais durante a 38ª Sessão Ordinária, realizada no Plenário Cosme de Farias. O tema foi abordado antes do Dia Mundial do Meio Ambiente, que será celebrado na quinta-feira (05/06/2025).

A discussão foi iniciada pela vereadora Marcelle Moraes (União), que questionou as condições dos animais silvestres no zoológico de Salvador.

“O animal silvestre não deve estar exposto. Ele não é um espetáculo de circo para estar livre à visitação pública. O animal deve ser resgatado, tratado, cuidado e devolvido à natureza, e não exibido ao público, por mais bonito que pareça”, afirmou.

A vereadora Marta Rodrigues (PT), com apoio da líder da oposição, Aladilce Souza (PCdoB), criticou o avanço do desmatamento em Salvador, citando a situação na região do São Rafael.

“A Mata Atlântica de Salvador está virando cimento. Precisamos ampliar o debate nesta Casa e enfrentar as denúncias de desmatamento em áreas como o São Rafael”, declarou.

A parlamentar Aladilce Souza também destacou a realização da sessão solene em homenagem ao Dia Mundial do Meio Ambiente, que ocorrerá na quinta-feira (05/06/2025), sob condução do vereador Paulo Magalhães Júnior (União), presidente da Comissão de Planejamento Urbano.

“Essa pauta é fundamental. Um debate profundo precisa ser feito, considerando a importância de Salvador para o bioma da Mata Atlântica, com o pouco que ainda resta”, reforçou.

O líder do governo, vereador Kiki Bispo (União), rebateu as críticas, apontando contradições nas ações estaduais.

“Fico pasmo com a oposição que vem falar de meio ambiente. Não estão enxergando parte da cidade. A motosserra está ‘cantando’ no Subúrbio de Salvador e na Avenida 29 de Março. Que vegetação é essa sobre a qual o Governo do Estado está passando a motosserra?”, questionou.

Kiki Bispo também cobrou soluções para questões como a qualidade do ferry-boat, a conclusão da ponte Salvador-Itaparica e o funcionamento do VLT, obras de responsabilidade estadual.

Fechamento do Mercado do Ogunjá é tema de críticas

O debate se estendeu às feiras e mercados públicos de Salvador. O vereador Duda Sanches (União) criticou a decisão da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado da Bahia (SDE), que anunciou o fechamento do Mercado do Ogunjá na quinta-feira (29/05/2025), alegando problemas estruturais.

“Fui conferir de perto o sofrimento de mais de 200 famílias que dependem do centro de abastecimento. O mercado segue sem previsão de reabertura”, declarou.

Em contraponto, o vereador João Cláudio Bacelar (Podemos) elogiou os investimentos na Feira de São Joaquim, que passa por requalificação na segunda etapa, com cerca de R$ 100 milhões em recursos estaduais.

“A Feira de São Joaquim é um espaço climático, cultural e comercial, que representa a história e identidade de Salvador. A requalificação valoriza essa importância”, afirmou.

Programas de CNH gratuita são destacados

Encerrando os pronunciamentos, o vereador Anderson Ninho (PDT) comemorou a regulamentação dos programas CNH da Gente e CNH na Escola, que oferecem 12 mil vagas gratuitas para jovens na Bahia.

“Desde o início do meu mandato, defendo a CNH Social. Agora, o programa é realidade, e continuarei lutando para ampliar ainda mais as vagas”, afirmou.


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