A cantora, compositora e cavaquinista Roberta Nistra lança nesta sexta-feira (30/05/2025) o álbum “Eu não ando só”, que estará disponível em todas as plataformas digitais pelo selo Mestre Sala. Este é o segundo álbum da artista, que estreia o novo projeto 14 anos após seu primeiro trabalho fonográfico.
Processo de produção internacional
O álbum foi gravado em três cidades: Madri, Lisboa e Rio de Janeiro, no final de 2024. A produção é assinada pelo músico e compositor Pierre Aderne, radicado em Portugal há 15 anos, que conheceu Roberta após assistir a um vídeo em que ela interpretava um ponto de Oxóssi, de Roque Ferreira, acompanhada apenas do cavaquinho.
“Fiquei muito comovido logo na primeira audição. Essa oração me acompanhou por semanas, com uma força tremenda”, afirmou Pierre Aderne, que também assina três parcerias no álbum.
Convite e início das gravações
Durante uma temporada com o projeto Rua das Pretas, em Madri, Aderne convidou Roberta Nistra para participar.
“Liguei para o Gonzalo Lasheras, em Madri, e começamos a gravar no estúdio dele. Depois seguimos para Lisboa e finalizamos no Rio de Janeiro”, explicou Aderne.
Para Roberta, o convite foi inesperado.
“Quando ele me convidou para participar de Rua das Pretas, desliguei o telefone em êxtase. Nunca tinha saído do Brasil”, relatou Roberta Nistra, que no início da carreira atuou como cavaquinista ao lado de nomes como Wilson Moreira, Monarco e Wilson das Neves.
Repertório e colaborações
O repertório de “Eu não ando só” reúne composições autorais e obras de nomes como Roque Ferreira, Dona Ivone Lara, Délcio Carvalho, Moacyr Luz, Chico Alves e Manu da Cuica. O álbum também inclui uma nova interpretação de “Pra que discutir com Madame”, clássico de Janet de Almeida e Haroldo Barbosa.
“O repertório foi escolhido enquanto eu tocava e cantava durante a residência artística entre Madri e Lisboa. As músicas surgiram de encontros, saraus, caminhadas e muita inspiração”, destacou Roberta.
Participações e sonoridade do álbum
Em sua fase final, no Rio de Janeiro, o projeto contou com participações de Moacyr Luz e Mingo Silva na faixa “Abre Caminho, Abre” (Moacyr Luz / Pierre Aderne). Também participam os músicos Carlinhos Sete Cordas, Nilson Dourado e o percussionista Marcos Esguleba, integrante da banda de Zeca Pagodinho.
“Pierre teve a ideia de chamá-lo para montar uma orquestra de tambores, agogôs, tamborins e pandeiros. Ficamos fascinados pelo trabalho dele”, afirmou Roberta.
O álbum é composto por 10 faixas, com uma proposta de sonoridade minimalista, que valoriza a união do cavaquinho e da voz de Roberta Nistra às percussões.
“A essência desse trabalho está em buscar um lugar tranquilo para a voz e o cavaquinho, como no vídeo que chegou ao Pierre. Eu, meu instrumento, e muitos sambas para compartilhar”, concluiu a artista.


Deixe um comentário