A Tribuna Popular da Câmara Municipal de Salvador foi ocupada por representantes da Rede Baiana de Hip-Hop e da Área de Proteção Ambiental (APA) do Abaeté, durante a sessão ordinária realizada no auditório do Centro de Cultura. O encontro teve início com a abertura dos trabalhos pelo vereador Claudio Tinoco (União) e foi conduzido pelo presidente da Casa, vereador Carlos Muniz (PSDB).
Representando o movimento cultural, José Domingos Amorim (Jotta D) e Elias Assis Rodrigues (Gold CBX) defenderam a valorização institucional do Hip-Hop por meio de políticas públicas específicas. Segundo Gold CBX, o movimento, que reúne cinco elementos fundamentais – rap, DJ, break, graffiti e conhecimento – contribui com a formação cidadã e prevenção social nas comunidades.
“A atuação nas escolas e nos bairros permite a formação de jovens, prevenindo a violência e promovendo cidadania. O reconhecimento institucional é essencial para ampliar o alcance dessas ações”, declarou o representante. Jotta D reforçou a importância do apoio público, lembrando que o Hip-Hop completou 50 anos de existência.
Na sequência, o gestor da APA do Abaeté, Alexander Alves Gomes, alertou para possíveis irregularidades ambientais na capital baiana. Ele solicitou a criação de um Conselho Municipal de Meio Ambiente e denunciou a emissão de licenças urbanas em áreas de Mata Atlântica, o que, segundo ele, compromete a proteção ambiental e viola legislações federais.
Diante das exposições, vereadores da base governista e da oposição manifestaram apoio às demandas e propuseram o agendamento de um debate mais amplo sobre a pauta ambiental na Comissão de Meio Ambiente da Casa Legislativa.
Protesto de professores
Durante a sessão, professores da rede municipal de ensino protestaram contra o Projeto de Lei do Executivo, enviado na sexta-feira (17/05/2025), que prevê reajustes salariais entre 9,25% e 6,27% para diferentes níveis da carreira docente. Os educadores reivindicam a retirada da proposta da pauta para que seja realizado um debate mais aprofundado com a categoria.
O líder do governo, vereador Kiki Bispo (União), defendeu o projeto. Segundo ele, o texto resulta de negociações conduzidas pelo prefeito Bruno Reis e secretarias municipais, respeitando limites orçamentários e práticas adotadas em outras capitais. Kiki afirmou que o projeto deve seguir os trâmites legislativos regulares, passando pelas comissões antes de ir ao plenário.
Por outro lado, a líder da oposição, vereadora Aladilce Souza (PCdoB), criticou a velocidade da tramitação e solicitou maior diálogo com os trabalhadores da educação. Ela defendeu o adiamento da votação para permitir uma análise mais detalhada da proposta enviada pelo Executivo.


Deixe um comentário