Tribuna Popular da Câmara Municipal de Salvador debate concurso público da saúde e ausência de apoio escolar a alunos com TEA

A Tribuna Popular da Câmara Municipal de Salvador reuniu representantes da sociedade civil e parlamentares nesta segunda-feira (05/05/2025) no auditório do Centro de Cultura, para tratar de denúncias de irregularidades no concurso da saúde do município e da ausência de profissionais de apoio para estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A sessão também foi marcada por declarações políticas controversas, que geraram reações divergentes entre os vereadores.

Durante o uso da tribuna, Gabriel Machado Souza, membro da Comissão de Aprovados no Concurso da Saúde de Salvador, pediu apoio dos parlamentares para que a Prefeitura avance no esclarecimento sobre a interrupção do certame. Segundo ele, a suspensão ocorreu após a etapa de divulgação do resultado final, mesmo sem recomendação do Ministério Público Estadual (MPE) para paralisar o processo.

Queremos respeito, transparência e diálogo. Solicitamos reunião com o secretário da Semge e com representantes da Prefeitura para sermos ouvidos”, declarou Gabriel, reforçando que os profissionais aprovados estão prontos para contribuir com o sistema de saúde municipal.

O vereador Sílvio Humberto (PSB) apoiou o pleito e ressaltou a importância da valorização dos serviços públicos de saúde, principalmente nas áreas periféricas da capital.

Presidente da sessão, o vereador Claudio Tinoco (União) afirmou que há uma investigação em curso, aberta após o prefeito Bruno Reis tornar pública a suspeita de fraude. Tinoco defendeu que o processo seja conduzido com transparência e sob responsabilidade da Justiça, visando garantir segurança jurídica aos aprovados.

Outro tema abordado foi a falta de atendimento a alunos com TEA na rede pública de ensino de Salvador. A representante da Associação Mães Atípicas, Ticiana Barbosa, relatou que crianças com autismo ainda não frequentaram as aulas em 2025 por ausência de profissionais de apoio.

Se eu deixar minha filha em casa por decisão própria, sou responsabilizada judicialmente. Mas e a escola, que não garante o direito à educação?”, questionou Ticiana. A entidade representa mais de 250 famílias afetadas pela mesma situação.

O vereador Cezar Leite (PL), presidente da Comissão de Assistência Social e Direitos das Pessoas com Deficiência, informou que o colegiado está monitorando as escolas e encaminhará relatórios e reivindicações ao secretário de Educação, Thiago Dantas. Segundo ele, é necessário garantir a presença de ADIs (Auxiliares de Desenvolvimento Infantil) para promover a inclusão efetiva dos alunos com deficiência.

A sessão também registrou repercussões sobre a declaração do governador Jerônimo Rodrigues, feita na sexta-feira (02/05/2025) durante visita a João Dourado. O chefe do Executivo afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus eleitores deveriam ser levados para uma “vala”, declaração que gerou protestos na Câmara.

O vereador Alexandre Aleluia (PL) considerou a fala do governador como uma manifestação autoritária, comparando-a a práticas totalitárias. Já Sílvio Humberto (PSB), que conhece Jerônimo desde os tempos de universidade, afirmou que o governador sempre foi defensor do diálogo e da democracia. Cezar Leite anunciou que apresentará uma moção de repúdio à declaração.


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