Malária, 22% dos brasileiros conhecem a doença apenas pelo nome, aponta estudo da SC Johnson

Transmitida pela picada do mosquito Anopheles, a malária continua sendo um desafio de saúde pública no Brasil, especialmente na região Norte. Na terça-feira (27/04/2025), um estudo realizado pela SC Johnson indicou que 22% dos brasileiros conhecem a malária apenas pelo nome, sem informações claras sobre sintomas, formas de transmissão ou prevenção. O levantamento destaca a necessidade de intensificar as ações de educação e conscientização sobre a doença, que permanece endêmica na Amazônia.

Segundo a pesquisa, a região Centro-Oeste apresenta o maior grau de conhecimento sobre a malária, com 30% dos entrevistados declarando alto nível de informação. Em contrapartida, no Sul do país, o desconhecimento é mais acentuado: 26,44% dos participantes afirmaram saber apenas o nome da doença. A pesquisa foi realizada online entre março e abril de 2025, com 1.067 brasileiros maiores de 18 anos que utilizaram repelentes nos últimos 12 meses.

Panorama atual da malária no Brasil

Enquanto o Aedes aegypti, vetor da dengue, Zika e chikungunya, é mais conhecido da população urbana, o mosquito Anopheles apresenta hábitos noturnos e predomina em áreas rurais e de floresta, depositando ovos em água limpa. A transmissão da malária ocorre exclusivamente pela picada da fêmea infectada, transmitindo parasitas do gênero Plasmodium.

Os sintomas da malária incluem febre alta, calafrios, suor excessivo, dores de cabeça, náuseas e cansaço. Como os sinais podem se confundir com outras doenças infecciosas, o diagnóstico laboratorial é imprescindível. O tratamento é feito com medicamentos antimaláricos disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O estudo também revelou que aproximadamente 10,68% dos brasileiros já contraíram malária ou têm familiares que passaram pela doença. No Norte, essa incidência atinge 29,41% da população, enquanto no Centro-Oeste é de 16,76%.

Prevenção e conscientização como estratégias de combate

A pesquisa reforça a necessidade de proteção adequada conforme o ambiente. Para viagens a regiões de risco, recomenda-se o uso de repelentes, roupas de manga longa e mosquiteiros. Os repelentes devem ser aplicados seguindo as instruções do fabricante, considerando idade mínima e concentração do princípio ativo.

A SC Johnson atua na promoção da saúde pública por meio de ações educativas, como o programa Adeus Mosquito, em parceria com a Fundação Amazônia Sustentável (FAS). A empresa também apoia exposições educativas como “Aedes: que mosquito é esse?” e sua versão ampliada “Aedes e Anopheles: Que Mosquitos são Esses?”, que atualmente está em Manaus.

Comprometimento da SC Johnson com a saúde pública

Com mais de seis décadas de experiência em entomologia e inovação em produtos de proteção, a SC Johnson criou a Healthier World Initiative (HWI) em 2013, voltada para atender comunidades vulneráveis. A iniciativa desenvolveu ferramentas como os repelentes espaciais Guardian™ e Mosquito Shield™, distribuídos em áreas de difícil acesso.

Até o momento, o trabalho do HWI impactou mais de 110 milhões de pessoas, destinando mais de R$ 625 milhões para ações em 27 países, desenvolvendo 10 produtos e apoiando 82 clínicas de saúde, que juntas atendem mais de 1 milhão de pessoas por ano.

O objetivo da SC Johnson é construir um mundo livre de doenças transmitidas por mosquitos, promovendo a integração entre ciência, inovação e responsabilidade social.


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