O documentário “Vitória – Um Corredor de Histórias” será exibido em sessão única e gratuita, na próxima segunda-feira (15/04/2025), às 16h, no Circuito de Cinema SaladeArte, localizado no Museu Geológico da Bahia. O média-metragem integra uma iniciativa do Museu de Arte da Bahia (MAB) em parceria com a CIPÓ – Comunicação Interativa, que visa ampliar o acesso de trabalhadores locais aos espaços culturais da cidade.
Filme apresenta depoimentos de trabalhadores do bairro da Vitória
A obra retrata relatos de vida de seis trabalhadores que atuam ou circulam pelo Corredor da Vitória, em Salvador, e que participaram de um processo de escuta promovido por uma equipe de pesquisadores. A partir de entrevistas e mapeamento social, o projeto buscou compreender como esses indivíduos percebem o acesso à cultura e de que modo se relacionam com o Museu de Arte da Bahia.
Entre os participantes do documentário estão Edvaldo Conceição, Sueli Mota, João Leite, Ilma Rocha, Marizete Neri e Gilson Rocha, cujos testemunhos foram colhidos em espaços como o próprio MAB e os bairros de Rio Sena e Cajazeiras XI.
“A palavra é gratidão. Entendemos que o museu também pode ser nosso. Agora podemos acessar e permanecer nesses espaços”, afirma Sueli Mota, uma das personagens do documentário.
Equipe técnica majoritariamente negra e feminina conduz a produção audiovisual
A direção de fotografia ficou a cargo de Danilo Umbelino, em colaboração com Ângelo Rosário. Segundo Umbelino, o trabalho se destacou pela construção de um olhar atento às questões sociais e culturais, favorecido por uma equipe composta majoritariamente por mulheres negras.
“Conseguimos lançar um olhar comprometido com as histórias que nos foram confiadas. Isso só foi possível pela equipe que compartilhou valores éticos e políticos com o projeto”, destacou o diretor de fotografia.
Exposição “Vitória – Um Corredor de Histórias” permanece em cartaz no Museu de Arte da Bahia
Paralelamente à exibição do documentário, o público pode visitar a exposição de mesmo nome, em cartaz no Museu de Arte da Bahia até 27 de abril, com entrada gratuita. A mostra reúne vídeos, fotos e narrativas que compõem o acervo oral da experiência de vida dos trabalhadores entrevistados.
O MAB funciona de terça a domingo, das 10h às 18h, e disponibiliza ao público exposições, programação cultural e atividades educativas. Criado em 1918, é o museu mais antigo da Bahia e abriga um acervo de artes plásticas, mobiliário, porcelanas, cristais e ourivesaria, além de uma biblioteca especializada.
CIPÓ e IPAC articulam ações voltadas à democratização da cultura
A produção do documentário contou com a articulação da CIPÓ – Comunicação Interativa, Organização da Sociedade Civil fundada em 1999, que atua em projetos voltados ao desenvolvimento integral de jovens, com ênfase na educomunicação.
O IPAC – Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia, criado em 1967, também integra a iniciativa. O órgão atua na preservação de bens culturais materiais e imateriais, sendo referência na formulação de políticas públicas para museus no estado.


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