O artista baiano Igor Rodrigues participará , pela primeira vez , daparticipará, pela primeira vez, da SP-Arte com uma mostra individual . Internocom uma mostra individual. Intitulada “Rastro” , a exposição será apresentada de quarta-feira (02/04/2025) a quinta-feira (06/04), no Pavilhão da Bienal , no Parque Ibirapuera, em São Paulo. Representado pela Acervo Galeria de Arte , de Salvador, Rodrigues foi destaque na SP-Arte – Rotas Brasileiras (2022) e na ArtRio (2023) , consolidando sua presença no cenário nacional.
Na nova exposição, o artista explora a relação do corpo negro com o étero e a transição entre dimensões do tempo . Inspirado pelo conceito de Sankofa , ideograma africano que simboliza o aprendizado com o passado para a construção do futuro, Rodrigues desenvolveu obras que remetem à metamorfose e transformação . “Escolhi a palavra ‘rastro’ porque ela representa movimento, um caminho que liga o passado ao presente e aponta para o futuro” , explica o artista.
Exposição e técnicas utilizadas
Além das reflexões sobre a passagem do tempo, a mostra traz a série “Brasa” , que enfatiza o fogo como símbolo de transformação e finitude . A cor vermelha aparece de forma expressiva nas obras, associada à vida, sangue e vitalidade .
Nesta exposição, Rodrigues incorpora, pela primeira vez, o carvão branco , explorando contrastes que conferem às obras uma dimensão simultaneamente onírica e realista . O crítico de arte e curador João Victor Guimarães destaca a influência do artesanato tradicional na produção do artista, evidenciada na precisão técnica e na relação com os processos manuais aprendidos em sua infância.
“Mesmo possuindo um controle técnico preciso, a produção de Rodrigues carrega uma herança que não se pode negar: o artesanato praticado por sua avó. O artesanato, historicamente, é um aprendizado transmitido entre gerações, e isso está presente na forma como ele desenvolve suas obras” , analisa Guimarães.
Para Rodrigues, sua arte não representa um desligamento do passado, mas um movimento contínuo baseado nas condições que ele fornece . “A gente se constrói a partir de algo que já existe” , conclui o artista.
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