Na terça-feira (26/03/2024), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os resultados do estudo “Gestão do Território 2024“, que classificou Salvador como o 9º município brasileiro com maior centralidade na gestão do território e o 3º da região Nordeste, atrás de Recife e Fortaleza.
A pesquisa avalia a posição dos municípios brasileiros na rede urbana nacional a partir da presença simultânea de unidades de empresas multilocalizadas e entidades públicas federais e estaduais descentralizadas. Esses elementos indicam a capacidade de comando e articulação dos centros urbanos, tanto no setor empresarial quanto na gestão pública.
Salvador integra a classe 2 de centralidade nacional
Dentre os 5.570 municípios brasileiros, 2.176 (39,1%) foram classificados como centros de gestão territorial. São Paulo/SP, Brasília/DF e Rio de Janeiro/RJ lideram o ranking nacional. Salvador aparece no segundo nível de centralidade (classe 2), ao lado de capitais como Recife, Fortaleza, Belo Horizonte, Porto Alegre e Curitiba.
Segundo o IBGE, a centralidade é definida por dois eixos:
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Gestão empresarial, baseada nas relações entre sedes e filiais de empresas em diferentes municípios;
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Gestão pública, relacionada à distribuição de órgãos públicos federais e estaduais.
Salvador ocupou o 12º lugar em centralidade empresarial e o 9º lugar na gestão pública, demonstrando influência significativa na organização institucional e econômica do país.
Gestão empresarial: Salvador perde posições desde 2014
O índice de centralidade empresarial é construído com base nos dados do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) e considera a intensidade das conexões corporativas entre municípios.
Em 2024, Salvador ficou na 12ª posição nacional nesse eixo, atrás de cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza e Recife. Em comparação com a edição anterior do estudo, realizada em 2014, Salvador perdeu três posições no ranking nacional e uma no ranking do Nordeste, sendo superada por Fortaleza.
Esse desempenho indica redução relativa na presença e nas conexões corporativas de empresas com sede ou filiais na capital baiana.
Gestão pública: Salvador mantém posição de destaque
No campo da gestão pública, Salvador permanece entre os principais centros nacionais, com o 9º maior índice de centralidade.
A metodologia do IBGE considera a presença de instituições como INSS, Receita Federal, IBGE, Justiça Federal, Eleitoral e do Trabalho, além das secretarias estaduais de Saúde e Educação — estas incluídas pela primeira vez na edição de 2024.
Salvador aparece no terceiro nível de centralidade da gestão pública, junto a capitais como Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza e Belém, e abaixo de Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Recife.
Mais da metade dos municípios baianos não possuem centralidade
Dos 417 municípios da Bahia, 227 (54,4%) não foram classificados como centros de gestão do território em 2024. Isso significa que não abrigam, simultaneamente, unidades de empresas multilocalizadas e instituições públicas descentralizadas.
Apesar do número elevado, a Bahia apresenta um índice ligeiramente melhor que o nacional, onde 60,9% dos municípios não possuem centralidade. Em 2014, esse grupo representava 57,3% dos municípios baianos, totalizando 239 cidades — o que indica uma leve melhora em dez anos.
Principais centros de gestão da Bahia após Salvador
Além de Salvador, os municípios com maior centralidade de gestão do território na Bahia são, em ordem decrescente:
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Feira de Santana
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Vitória da Conquista
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Juazeiro
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Camaçari
Na gestão empresarial, o ranking estadual é liderado por Salvador, seguida de Feira de Santana, Lauro de Freitas, Camaçari e Vitória da Conquista.
No eixo da gestão pública, o destaque, após a capital, vai para Vitória da Conquista, Juazeiro, Barreiras e Feira de Santana.


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