O encerramento da primeira edição do Recôncavo Afro Festival (RAF) ocorreu no Centro Histórico de Salvador, consolidando o evento como uma celebração da diversidade cultural do Recôncavo Baiano. Realizado entre quinta-feira (12/12/2024) e domingo (15/12), o festival levou uma série de atividades gratuitas à Praça Pedro Archanjo, no Pelourinho, destacando as produções artísticas e culturais da região. A programação incluiu exposições de artes visuais, mostras de cinema e apresentações musicais.
Trajetória do evento
Iniciado em 20 de novembro, em Cachoeira, o RAF percorreu as cidades de São Félix, Maragogipe e Santo Amaro, antes de chegar a Salvador. Cada etapa trouxe apresentações exclusivas, culminando em um resumo das atividades na capital. A abertura na quinta-feira (12) contou com exposições de artes visuais de Matheus Freitas, Ludimila Santana e Camille Moreira, além de curtas-metragens de Ianca Oliveira, Juh Almeida, Juliana Segóvia e Viviane Ferreira.
Programas e apresentações
Nos dias seguintes, o evento se concentrou em apresentações musicais. Na sexta-feira (13/12), subiram ao palco Os Skanibais, Nelma Marks e Nathan Gomess, que prestou homenagem a seu pai, Tintim Gomes. O grupo Mestres do Reggae Recôncavo, liderado por Sine Calmon, Nengo Vieira e Marco Oliveira, foi recebido com entusiasmo, celebrando seu legado no gênero musical.
No sábado (14), as apresentações destacaram o samba e a música instrumental. Entre as atrações estavam Gêge Nagô, Fábio do Trombone, Orquestra Jovem do Recôncavo, Samba do Lu e o grupo Samba de Roda de Dona Dalva. No domingo (15/12), o público foi embalado por grupos como EX13, Waha Macy, MC Jaynne e o Sexteto da Orquestra Reggae.
Impacto cultural e econômico
Durante um mês, o festival mobilizou aproximadamente 300 profissionais e artistas. Ao todo, foram realizadas mais de 40 horas de música, dança e performances, além de 18 horas de cinema. A Feira Empreendedora reuniu comerciantes e artesãos, gerando uma receita estimada em R$ 1,5 milhão. O evento também registrou grande engajamento digital, com mais de um milhão de visualizações em redes sociais.
Luciana Brasil, coordenadora-geral, afirmou: “Nesta primeira edição, conseguimos inserir nosso festival no radar cultural da Bahia e nos meios digitais. Demos passos importantes rumo à continuidade do evento. Que venha a segunda edição!”
Inclusão e acessibilidade
O RAF priorizou a acessibilidade, dispondo de recursos como audiodescrição, interpretação em libras e materiais em braille. Jamile Novaes, coordenadora de comunicação, destacou: “Para além de um festival, o RAF se constitui como uma plataforma de alcance para propagar a cultura e os modos de produzir cultura do Recôncavo.”
Parcerias e apoio
O Recôncavo Afro Festival foi idealizado pela Odé Produções e Ayabá Produtora Criativa e Audiovisual, com patrocínio do Nubank e apoio de órgãos municipais e estaduais, consolidando-se como um marco cultural na região.


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