O Festival Paisagem Sonora, em sua sexta edição, será realizado pela primeira vez em Salvador entre quinta-feira (05/12/2024) e domingo (08/12). Com atividades no Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC_BAHIA) e na Paulo Darzé Galeria, o evento homenageia as “Organizações da Resistência” e celebra a contribuição do artista visual J. Cunha, cujas criações transformaram a identidade visual do bloco afro Ilê Aiyê e do carnaval de Salvador. A programação gratuita incluirá oficinas, rodas de conversa, performances musicais, mapping e lançamento de livro e exposição dedicada ao artista.
A abertura oficial ocorre no dia 5 de dezembro, às 18h, na Paulo Darzé Galeria, no Corredor da Vitória, com o lançamento do livro “J. Cunha e o Carnaval Negro”. Simultaneamente, será inaugurada a exposição “Ritmo e Revolução”, que destaca a trajetória de J. Cunha, cuja obra é um marco na representação das culturas afro-brasileiras no carnaval baiano. “A arte de J. Cunha transcende estética, transformando-se em ato revolucionário e celebração da memória coletiva”, afirma Thaís Darzé, curadora da exposição.
Durante os quatro dias de evento, a programação promoverá a integração entre diferentes linguagens artísticas. Artistas como Mateus Aleluia, Mariella Santiago e Bruxa Braba participarão de performances musicais. Projeções de videomapping serão realizadas por VJ Gabiru, e o Cine Paredão exibirá produções audiovisuais. Além disso, seminários e oficinas fomentarão debates sobre arte, cultura e resistência afro-brasileira, com destaque para o conceito de “paisagem sonora”, que reflete a interação entre sons, ambiente e experiências culturais.
O tema desta edição, “Organizações da Resistência”, remonta ao desfile do Ilê Aiyê em 1995, que abordou a importância de grupos religiosos, quilombolas e socioeconômicos na luta contra a opressão. Inspirado por essa história, o festival reflete sobre as diversas formas de resistência por meio da arte e cultura. “Promoveremos um intercâmbio entre artistas de Salvador, Santo Amaro e Cachoeira, fortalecendo o diálogo entre as culturas do Recôncavo e da capital”, explica Danillo Barata, idealizador e curador do evento.
Entre os parceiros da iniciativa estão a Pró-reitoria de Extensão e Cultura da UFRB, a Fundação Cultural Palmares e a Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA). Apoios culturais incluem o IRDEB, através da TVE e da Educadora FM, além de instituições como a Galeria Paulo Darzé e o Museu de Arte Contemporânea da Bahia.


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