Dia Nacional das Baianas de Acarajé e Mingau celebra tradição e fortalece identidade cultural

O Dia Nacional das Baianas de Acarajé e Mingau, celebrado na segunda-feira (25/11/2024), foi tema de uma atividade promovida pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que reuniu profissionais do setor para uma palestra sobre a “Cultura Alimentar na Bahia”. O evento, realizado na última terça-feira (19/11), na Escola de Saúde Pública Municipal, destacou a importância da gastronomia como elemento essencial da identidade baiana e sua contribuição histórica e socioeconômica.

A palestra foi conduzida pelo nutricionista Lincon Pimentel, que enfatizou o papel da culinária baiana na construção da identidade cultural do estado. Segundo ele, alimentos como o acarajé transcendem a função de refeição, representando resistência, ancestralidade e a contribuição dos povos africanos na formação da cultura local. “A comida baiana é uma manifestação cultural que reflete história, tradição e identidade, sendo um patrimônio imaterial que precisa ser preservado”, afirmou.

Gilmara Sodré, subcoordenadora do setor de alimentos da Vigilância Sanitária de Salvador (Visa), destacou a relevância das baianas de acarajé para o turismo e a economia local. Ela enfatizou o compromisso da Vigilância Sanitária em garantir que os alimentos sejam preparados e comercializados de forma segura, além de promover capacitações voltadas para boas práticas alimentares. “O acarajé é reconhecido internacionalmente, e isso traz uma responsabilidade cultural e sanitária significativa”, pontuou.

Angelimar Trindade, diretora administrativa da Associação das Baianas de Acarajé e Mingau (Abam), com 17 anos de experiência como vendedora, compartilhou como os programas municipais têm impactado positivamente a rotina das profissionais. Segundo ela, iniciativas como cursos de capacitação e projetos para o aproveitamento de resíduos fortalecem o trabalho das baianas, promovendo maior profissionalização e sustentabilidade.

Desde 2005, as baianas de acarajé são reconhecidas como patrimônio cultural imaterial do Brasil, um título que reforça a importância de sua contribuição histórica e cultural. Com seus tabuleiros característicos, essas profissionais são agentes culturais e empreendedores, preservando tradições que remontam à influência africana na formação da cultura baiana. O evento também reforçou a importância das certificações e do cuidado com a saúde no exercício da profissão, garantindo a segurança alimentar para consumidores e trabalhadores.


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