A Organização Mundial da Saúde (OMS) aproveitou o Dia Mundial da Diabetes, celebrado na quinta-feira (14/11/2024), para reforçar a urgência de ações preventivas no combate à doença, que afeta uma proporção crescente da população mundial. A prevalência global de diabetes quase dobrou desde 1980, passando de 108 milhões de casos para 422 milhões em 2014. Estima-se que, atualmente, a cada cinco segundos, uma pessoa desenvolva diabetes, e que a cada 10 segundos, a doença resulte em uma morte, com complicações graves, como cegueira, falha renal, infartos, derrames e amputações de membros.
A OMS destaca que os maiores fatores de risco para o aumento da prevalência do diabetes são o sobrepeso e a obesidade. Esses dois fatores estão diretamente ligados ao desenvolvimento do diabetes tipo 2, a forma mais comum da doença. A falta de atividade física e os hábitos alimentares inadequados, como o consumo excessivo de alimentos processados e ricos em açúcares, são também determinantes cruciais na expansão do quadro global de diabetes.
De acordo com a OMS, o tema deste ano para o Dia Mundial da Diabetes é “Diabetes e Bem-Estar”, com foco na promoção de mudanças de estilo de vida que permitam aos pacientes viver melhor, mesmo convivendo com a doença. A OMS observa que, enquanto o controle dos níveis de glicose no sangue continua sendo o principal objetivo do tratamento, é essencial adotar uma abordagem holística que considere outros aspectos da saúde física e mental dos pacientes.
A doença é classificada principalmente em três tipos: o diabetes tipo 1, que ocorre quando o pâncreas não produz insulina suficiente, geralmente diagnosticado na infância; o diabetes tipo 2, que é mais comum na vida adulta e está frequentemente relacionado ao sobrepeso e à inatividade física; e o diabetes gestacional, que ocorre durante a gravidez e pode aumentar o risco de desenvolver diabetes tipo 2 no futuro. Embora o tratamento de todos os tipos de diabetes envolva a administração de insulina ou medicamentos, a OMS alerta que a prevenção por meio de hábitos saudáveis é a forma mais eficaz de combater a doença.
Em sua recomendação, a OMS reforça a importância de uma dieta equilibrada, a prática regular de atividade física e a abstinência do uso de tabaco. Estes hábitos podem não apenas prevenir o surgimento do diabetes tipo 2, mas também retardar o progresso da doença em pacientes diagnosticados. Além disso, o acompanhamento médico regular, com exames e monitoramento das condições de saúde, é crucial para minimizar as complicações que a doença pode ocasionar.
A questão da saúde mental também não pode ser negligenciada. A gestão do diabetes exige um cuidado contínuo, que impacta diretamente o cotidiano de milhões de pessoas em todo o mundo. Seja no ambiente de trabalho, na escola ou em casa, os pacientes com diabetes enfrentam o desafio diário de monitorar seus níveis de glicose e adaptar suas rotinas às necessidades da doença, o que pode gerar estresse e ansiedade. O suporte emocional e psicológico, bem como a educação sobre a doença, são aspectos fundamentais para que os pacientes possam viver com mais qualidade de vida e autonomia.
Além disso, a OMS alerta para a importância do papel dos profissionais de saúde, especialmente enfermeiros, que desempenham uma função essencial no acompanhamento dos pacientes, seja no diagnóstico precoce, no monitoramento dos tratamentos ou na orientação sobre hábitos de vida saudáveis. A coordenação entre diferentes profissionais de saúde é crucial para um tratamento eficiente e integral.
Em 2007, a Assembleia Geral da ONU reconheceu a gravidade da epidemia de diabetes e, por meio da resolução 61/225, declarou na quinta-feira ( 14/11) como o Dia Mundial da Diabetes. A resolução convoca todos os países a adotarem políticas públicas para a prevenção da doença, promoção de um tratamento acessível e ampliação da conscientização sobre a importância do autocuidado. A OMS reforça que, para atingir as metas globais de redução da prevalência do diabetes, é fundamental que ações de prevenção e tratamento sejam implementadas de forma integrada e alinhadas às condições específicas de cada país.
* Com informações Nações Unidas.


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