A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) projeta que o número de compradores online no Brasil deve ultrapassar 100 milhões até 2026. Além disso, o comércio eletrônico brasileiro tem uma previsão de faturamento de R$ 277 bilhões em 2028. Essas estimativas indicam uma trajetória ascendente, refletindo um aumento no ticket médio, que representa o valor médio das vendas em um determinado período.
Diante dessa dinâmica favorável, empreendedores devem atentar-se às principais tendências do varejo global. Marlon Freitas, fundador e CMO da Agilize Contabilidade Online, destaca que o Brasil vive um momento histórico que possibilita a antecipação de tendências observadas em outros países, as quais têm influência no mercado nacional. “O consumidor brasileiro está altamente engajado em novas tecnologias e práticas inovadoras, especialmente no ambiente digital,” afirma Freitas.
A fidelização dos clientes emerge como um elemento crucial para a evolução do comércio eletrônico. Segundo Freitas, a volatilidade do mercado atual, marcada por modas que surgem e desaparecem rapidamente, demanda que os varejistas busquem construir relações de longo prazo com seus clientes. “Oferecer uma experiência humana e personalizada, adaptando o atendimento às necessidades de cada consumidor, cria uma conexão mais próxima e significativa,” explica o executivo.
O ambiente digital proporciona facilidades ao consumidor, como a conveniência de realizar compras sem sair de casa, uma ampla variedade de produtos e a possibilidade de comparar preços de forma rápida e eficiente. As plataformas de e-commerce estão cada vez mais integradas a soluções de pagamento, incluindo carteiras digitais e opções de parcelamento, tornando o processo de compra acessível a diferentes perfis de consumidores.
Outro ponto relevante no cenário brasileiro é o uso do WhatsApp como canal de vendas. “Em várias lojas, o WhatsApp já supera os métodos tradicionais como o principal meio de interação e fechamento de vendas. Todo o aparato tecnológico está disponível; cabe ao empreendedor utilizá-lo de maneira criativa e eficaz para alcançar resultados,” complementa Freitas.
A sazonalidade no comércio eletrônico é um desafio que diversos setores enfrentam, especialmente durante datas comemorativas. O faturamento de muitas empresas é impactado por variações de demanda ao longo do ano, o que torna necessário que os varejistas considerem esses períodos em suas estratégias de planejamento. Freitas salienta que “o varejista precisa ampliar seus conhecimentos, utilizar as ferramentas adequadas e escolher bons parceiros que ajudem a crescer de forma sustentável. Lidar com esses movimentos naturais do mercado é essencial.”
Para o CMO da Agilize, a preparação para a sazonalidade requer um planejamento adequado, um fluxo de caixa robusto e a identificação de oportunidades que surgem em períodos de alta demanda. “Projeções de oportunidades ou ameaças devem ser realizadas de forma abrangente, independentemente da situação de cada negócio. A preparação adequada evita frustrações e permite que o empreendedor aproveite ao máximo os períodos de alta demanda,” conclui Freitas.


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