Na segunda-feira (20/10/2024), o Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura, oficializou a Festa de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos como Patrimônio Cultural Imaterial da Bahia. O decreto foi assinado pelo governador Jerônimo Rodrigues e publicado no Diário Oficial do Estado em 19 de outubro. A cerimônia de entrega do título ocorreu no dia 21, durante uma missa festiva na Igreja do Rosário dos Pretos, situada no Pelourinho, e contou com a presença do secretário de Cultura, Bruno Monteiro.
Durante o evento, o secretário Bruno Monteiro enfatizou a importância do reconhecimento. “Quando o Estado promove um reconhecimento como este, nós estamos assumindo um compromisso com a preservação dessa história. Este trabalho começa agora, reconhecendo a patrimonialização dessa festa, para termos a certeza de que essa tradição siga por mais 300 anos. Todas as gerações precisam ter contato com essa história e saber que estão diante de um espaço de fé e de resistência”, declarou.
Os estudos que embasaram o registro foram conduzidos pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), que atua sob a Secretaria de Cultura do Estado. A iniciativa para a patrimonialização partiu da Irmandade do Rosário, que solicitou o registro dos festejos, e foi aprovada pelo Conselho Estadual de Cultura, resultando na inclusão da festa no Livro do Registro Especial dos Eventos e Celebrações.
O diretor geral do IPAC, Marcelo Lemos, ressaltou a relevância da patrimonialização como um ato de reparação. “A irmandade Rosário dos Pretos, desde o século XVII, se reuniu para que os escravizados pudessem ter um lugar de acolhimento. Portanto, é fundamental mantermos essa festa, que sustenta a igreja e integra o calendário baiano. A patrimonialização reforça e reconhece a importância da Irmandade para a nossa história”, afirmou.
O capelão da igreja do Rosário dos Pretos, padre Lázaro Muniz, também celebrou a iniciativa do governo. “Nós estamos muito alegres com esse ato do Governo do Estado em reconhecer a Festa do Rosário como um patrimônio cultural imaterial. Isso nos faz entender que esse legado deve ser preservado por todos nós, além de nos motivar a manter viva a tradição recebida pelos nossos ancestrais”, disse.


Deixe um comentário