O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Salvador reportou a eliminação de 2,4 mil depósitos do Aedes Aegypti desde o início da campanha Verão Sem Mosquito, que foi lançada na quinta-feira (19/09/2024). O balanço parcial da operação indica que os agentes encontraram focos em 36 imóveis e coletaram 59 amostras para análise.
As equipes do CCZ intensificaram as ações de combate ao mosquito transmissor de arboviroses, como dengue, chikungunya e zika, em locais estratégicos. Recentemente, a mobilização foi direcionada ao cemitério Quinta dos Lázaros, localizado na Baixa de Quintas. Nos próximos dias, as ações continuarão em canteiros de obras, ferros-velhos, borracharias, pontos de coleta de material reciclado e repartições públicas.
A campanha Verão Sem Mosquito está programada para ocorrer até março de 2025, período que compreende o aumento das temperaturas e as chuvas, condições favoráveis para a proliferação do mosquito na capital baiana. Este ano, a iniciativa foi antecipada em razão das eleições, permitindo que as equipes realizassem inspeções nas zonas eleitorais, especialmente em escolas.
O combate ao Aedes Aegypti é realizado por meio de inspeções zoossanitárias para identificar, tratar ou eliminar depósitos de água que possam servir como criadouros. Caso seja necessário, as equipes aplicam inseticida residual nos locais onde a presença do vetor é verificada. Além disso, os agentes visitam diversos bairros para orientar a população sobre como identificar e combater o mosquito.
A subcoordenadora da Coordenadoria de Ações de Controle de Arboviroses (Sugarbo-CCZ), Lucrécia Lopes, enfatiza a importância da participação da população. “É fundamental que as pessoas realizem a busca por criadouros em seus imóveis, ao menos uma vez por semana, eliminando depósitos. A cobertura de recipientes com água, a limpeza de ralos e calhas, e a eliminação de lixo exposto também são medidas importantes. Casos suspeitos ou imóveis abandonados com focos podem ser reportados pelo Fala Salvador 156”, explica Lopes.
Atualmente, as equipes do CCZ estão distribuídas em todos os distritos sanitários da cidade, compostas por cerca de 1,1 mil profissionais dedicados ao combate às endemias.


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