Salvador inicia operação verão sem mosquito para combater arboviroses

Com a temporada de verão se aproximando e trazendo consigo altas temperaturas e chuvas rápidas, condições propícias para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) iniciou a Operação Verão sem Mosquito 2023/2024. Esta iniciativa, conduzida pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), visa combater as arboviroses, como dengue, chikungunya, febre amarela e zika. A operação abrange o Levantamento Rápido de Índice para o Aedes aegypti (LIRAa) e se estenderá até março de 2024, com a atuação em diversas localidades.

A vice-prefeita e secretária da SMS, Ana Paula Matos, destacou a importância do engajamento da população nesse esforço. “Durante esses seis meses, intensificaremos as atividades de combate e prevenção ao mosquito Aedes em todos os distritos sanitários da cidade. Contamos com a parceria da comunidade para eliminar os criadouros do mosquito e interromper a cadeia de transmissão dessas doenças”, enfatizou.

Mais de 1,2 mil agentes de combate às endemias mobilizados inspecionarão diversas localidades, incluindo escolas, museus, terminais, eventos populares, hotéis, pousadas, estabelecimentos de saúde, condomínios residenciais e colônias de pescadores. As áreas de maior movimentação de pessoas receberão prioridade. A operação também inclui caminhadas e ações educativas e continuará sem interrupção até março de 2024.

Os agentes do CCZ também visitaram cemitérios públicos e privados na semana passada, devido à proximidade do Dia de Finados (2 de novembro). Foram realizadas inspeções, prevenção com aplicação de inseticida e orientações para os visitantes que foram prestar homenagens. Isolina Miguez, coordenadora do CCZ, ressaltou que os cemitérios são locais propensos à presença de mosquitos, particularmente durante esse período de alta visitação.

A SMS orienta os visitantes a não utilizar vasos ou recipientes que acumulem água, uma condição ideal para a reprodução do Aedes aegypti. O descarte adequado do lixo também é fundamental, pois copos descartáveis, vasilhas, embalagens de alimentos e outros objetos podem servir como criadouros para o mosquito.

A sociedade civil é incentivada a denunciar focos do Aedes aegypti por meio do Fala Salvador, no número 156, ou pelo site Fala Salvador (www.falasalvador.ba.gov.br).



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