Esclarecimentos do Ministério da Saúde sobre sintomas da Mpox,transmissão e medidas de prevenção

Em 2024, o Brasil registrou mais de mil casos de Mpox, uma doença identificada pela primeira vez no país em 2022, que se caracteriza pela presença de um vírus da família ‘pox’. No ano de sua descoberta, foram notificados mais de 10 mil casos, resultando em 16 óbitos, com o mais recente em abril de 2023. Para discutir os sintomas, formas de transmissão e estratégias de prevenção, o portal Brasil 61 entrevistou Draurio Barreira, Diretor do Departamento de HIV/AIDS, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde.

A Mpox se manifesta principalmente através de lesões cutâneas, que se apresentam como bolhas. Essas bolhas podem secar e curar espontaneamente, apresentando-se inicialmente como pequenas lesões de pele. O quadro clínico pode incluir dor, febre e inflamação dos gânglios linfáticos, especialmente nas áreas afetadas. A transmissão ocorre pelo contato com secreções das bolhas, que podem não ser imediatamente visíveis. Portanto, objetos contaminados, como toalhas, representam uma via potencial de infecção.

Grupos com maior vulnerabilidade incluem pessoas vivendo com HIV e aquelas com condições que comprometem o sistema imunológico. A detecção precoce é fundamental; qualquer manifestação de lesão de pele deve ser avaliada por um profissional de saúde. Grupos como crianças, gestantes e indivíduos imunodeprimidos devem ter atenção redobrada.

Atualmente, não existem medicamentos específicos para a Mpox. O tratamento é de suporte, consistindo em analgésicos e cuidados com as feridas, além da necessidade de isolamento do paciente para prevenir novas infecções. O medicamento ‘tecovirimat’ está sendo adquirido, mas sua eficácia específica para a Mpox não foi comprovada.

A vacina contra a Mpox é limitada, sendo produzida por um único laboratório e não destinada à população em geral. Sua administração é recomendada apenas para profissionais de saúde e indivíduos que já contraíram a doença. A ênfase na prevenção deve estar voltada para a identificação das manifestações clínicas das lesões de pele, em vez da vacinação em larga escala.

O sistema de atenção primária do SUS está preparado para atender casos suspeitos de Mpox, e o isolamento de pacientes diagnosticados é crucial para impedir a disseminação da infecção. O tratamento, conforme esclarecido, é considerado simples, com uma abordagem focada no cuidado e na prevenção.


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