O Santander Brasil registrou um crescimento de 29% na carteira de empréstimos com garantia de imóvel, conhecida como Use Casa, na Bahia. Este aumento representa o maior percentual de crescimento entre os estados do Nordeste. Nos primeiros seis meses de 2024, a instituição financeira totalizou R$ 115 milhões em operações de crédito na região, elevando a produção total de crédito para R$ 629,3 milhões, o que corresponde a um crescimento de 21% em comparação ao ano anterior.
O ticket médio dos empréstimos na Bahia é de R$ 230 mil. Esta modalidade de crédito tem sido utilizada para a quitação de dívidas, investimentos na propriedade, reformas e financiamento de negócios. O crescimento no uso de crédito com garantia de imóvel é impulsionado por taxas de juros mais baixas e prazos de pagamento mais longos. No Santander, é possível solicitar até 60% do valor do imóvel ou terreno, com taxas a partir de 1,05% ao mês e parcelamento em até 240 meses.
Sandro Gamba, diretor de Negócios Imobiliários do Santander, destaca a importância do uso consciente do crédito. “O home equity é uma excelente alternativa para quem deseja empreender, mas é fundamental que o crédito seja solicitado com planejamento financeiro e uma avaliação cuidadosa dos custos e da necessidade real do recurso”, afirma Gamba.
No contexto nacional, a modalidade de crédito com garantia de imóvel apresentou um crescimento de 41% no primeiro semestre de 2024, comparado ao mesmo período do ano anterior, totalizando R$ 4,6 bilhões, conforme dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
A recente legislação, o Marco Legal das Garantias (Lei 17.711/23), sancionada em 2023, facilitou o acesso ao crédito ao permitir que um imóvel quitado seja utilizado como garantia em múltiplas operações de crédito. Esta mudança proporcionou maior flexibilidade e reduziu o custo do crédito, especialmente em um cenário de taxas de juros elevadas. Marcos de Omena Deogenes, Head de Negócios Imobiliários para Pessoa Física do Santander, comenta: “A Lei do Marco das Garantias trouxe mais flexibilidade ao tomador de crédito, permitindo que os bancos ofereçam condições mais acessíveis, mesmo com taxas de juros mais altas”.


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