A fotógrafa francesa Juliette Malveau Amado, descendente de portugueses, embarcou em uma jornada para descobrir o lado brasileiro de sua família. Motivada por uma história familiar envolta em mistério e pela ausência de registros concretos, Malveau Amado iniciou um projeto fotográfico intitulado “Amada Família” com o objetivo de traçar uma árvore genealógica afetiva e conectar-se com as raízes brasileiras de seu passado.
A busca começou com a narrativa de sua mãe, nascida em Portugal e não reconhecida pelo pai, José Amado. Este parente era conhecido na cidade portuguesa como “o brasileiro”, o que despertou em Juliette o desejo de explorar suas possíveis conexões no Brasil. Sem informações precisas, ela optou por um teste de DNA, que a levou a diferentes regiões do Nordeste e do Rio de Janeiro, incluindo Fortaleza, Recife, e outras cidades. Durante suas viagens, Malveau Amado fotografou paisagens, cidades e a natureza desses locais, buscando construir uma representação visual do que seria sua família brasileira imaginária.
Entre os personagens encontrados em sua jornada, destaca-se Jorge Amado, residente em Alagoinhas, na Bahia, que a fotógrafa passou a considerar carinhosamente como tio. Jorge, poeta e figura carismática, foi descrito por Juliette como um personagem que poderia ter saído dos romances de Jorge Amado. Outro encontro marcante foi com Maria Amado, em Pedra, no sertão pernambucano, onde a fotógrafa passou horas viajando para encontrá-la. Maria expressou sua emoção ao perceber o valor que Juliette atribuía à sua vida e à sua cidade.
A série “Amada Família” já foi exibida em três exposições em Paris e também esteve em Recife, Salvador e Olinda. Juliette Malveau Amado descreve essas exposições como uma “turnê pelo Nordeste”, destacando a importância de reconhecer e honrar os lugares e as pessoas que compõem a sua história familiar brasileira.
*Com informações da RFI.


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