O climatologista Álvaro Silva, da Organização Meteorológica Mundial (OMM), emitiu um alerta urgente sobre os crescentes perigos associados ao calor extremo. Em entrevista à ONU News, Silva destacou que mais de 160 milhões de pessoas nos Estados Unidos estavam sob alerta de calor no 1º de agosto, um reflexo dos impactos alarmantes das mudanças climáticas. A necessidade de uma redução significativa de gases de efeito estufa e a aceleração das medidas de adaptação são essenciais para enfrentar esses desafios.
Silva explicou que o aquecimento global, com um aumento de 1,2ºC nas temperaturas médias globais em relação aos valores pré-industriais, está provocando uma série de alterações adversas no sistema climático. Entre essas mudanças, ele mencionou o aumento do nível do mar, a acidificação dos oceanos, o degelo acelerado de glaciares e calotas polares, e eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes e severos. A redução da extensão do gelo marinho na Antártida, que alcançou níveis recordes baixos em junho deste ano, é um exemplo visível dessas alterações.
Na Europa, as mortes relacionadas ao calor aumentaram em cerca de 30% nos últimos 20 anos, enquanto na Ásia e na África, temperaturas recordes têm causado sérios impactos na saúde. Silva enfatizou que a adaptação ao calor extremo deve ser acelerada para mitigar os impactos graves na economia e na saúde pública. A intensificação das ondas de calor, que estão se tornando mais frequentes e severas, exige uma resposta rápida e eficaz por parte dos governos e da população em geral.
O climatologista fez um apelo para que tanto políticas governamentais quanto ações individuais sejam implementadas de forma decisiva para reverter as tendências atuais e proteger a saúde e o bem-estar das pessoas em todo o mundo.
* Com informações Nações Unidas.
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