O conceito de família tem evoluído significativamente, refletindo mudanças nas estruturas sociais e nas possibilidades de paternidade. No Dia dos Pais deste ano, um foco especial é dado às diversas formas de paternidade possibilitadas pelos avanços em reprodução assistida. Com técnicas modernas, homens que antes enfrentavam barreiras para se tornarem pais agora encontram caminhos viáveis para realizar seu sonho.
Dra. Andreia Garcia, médica do IVI Salvador, destaca como as técnicas de reprodução assistida têm transformado a vida de muitos homens. “Dentro desse novo contexto diverso de família, temos o orgulho de contribuir para a realização de sonhos. Com os avanços das técnicas de reprodução assistida, podemos proporcionar a paternidade para homens que sempre sonharam com isso,” afirma Dra. Garcia.
A paternidade solo, embora ainda pouco comum no Brasil, tem crescido ao longo dos anos. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, em 2015, 3,6% das famílias eram lideradas por pais solteiros. Com a ajuda da reprodução assistida, homens que desejam ser pais, mas que não têm um parceiro, podem agora optar por usar óvulos doados e contar com uma “barriga solidária” para a gestação. Essa mulher, de até 50 anos, deve ser parente de até 4º grau do pai ou de seu parceiro, conforme exigido pelo Conselho Federal de Medicina.
Para casais homoafetivos, a reprodução assistida também oferece soluções eficazes. Em um relacionamento formado por dois homens, um deles pode ser o pai biológico, enquanto o processo segue com a utilização de um óvulo doado e a contratação de um útero de substituição. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) garante a legalidade dessas práticas e assegura que os registros civis de crianças nascidas desses processos sejam aceitos em todo o Brasil.
Essas possibilidades revelam um panorama mais inclusivo e adaptável, permitindo que homens em diversas situações e contextos realizem seu desejo de paternidade e contribuam para a construção de famílias modernas e diversificadas.


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