Entre 2022 e 2024, o Brasil registrou 166 focos de gripe aviária, com destaque para os municípios de São João da Barra (RJ), Vila Velha (ES), São Sebastião (SP) e Santos (SP). De acordo com o Painel Influenza Aviária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), foram reportadas 3.130 suspeitas de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves, confirmando 163 aves silvestres e 3 aves de subsistência infectadas.
Ralcyon Teixeira, infectologista do Hospital Sírio-Libanês, explica que a gripe aviária é causada pelo vírus da Influenza, com a cepa H5N1 sendo a mais preocupante atualmente. Ele enfatiza o risco de transmissão do vírus das aves para humanos através do contato com secreções, alertando sobre a possibilidade de adaptação do vírus para transmissão entre humanos, semelhante ao Covid-19. Laboratórios já estão trabalhando no desenvolvimento de uma vacina caso essa transmissão seja confirmada.
A OMS destaca que mais de 880 casos de gripe aviária em humanos foram notificados globalmente desde 2003, mas nenhum no Brasil. Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, reforçou a importância de fortalecer sistemas de vigilância e compartilhar amostras do vírus H5N1 para controle global.
O Mapa recomenda que pessoas evitem contato com aves e mamíferos marinhos doentes ou mortos, especialmente em áreas litorâneas do sul e sudeste do país. A população deve reportar ocorrências ao Serviço Veterinário Oficial, cujas unidades estão distribuídas em todos os municípios brasileiros.


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