Poliomielite dose inativada traz mais segurança ao esquema vacinal

Desde 2012, o Ministério da Saúde do Brasil incluiu a vacina inativada contra a poliomielite (VIP) no Calendário Nacional de Vacinação, seguindo as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS). A VIP passou a ser administrada em três doses aos 2, 4 e 6 meses de idade, enquanto a vacina oral (VOP), conhecida popularmente como “gotinha”, é aplicada aos 15 meses e aos 4 anos de idade.

O infectologista Victor Bertollo, da Subsecretaria de Vigilância à Saúde do Distrito Federal, destaca que a VIP, por ser composta de vírus inativados, elimina o risco de reações adversas graves associadas à VOP, que utiliza vírus vivos atenuados. Bertollo explica que a VOP, embora rara, poderia causar uma síndrome semelhante à poliomielite em indivíduos com imunodeficiências. A introdução da VIP antes da VOP praticamente eliminou esse risco.

A poliomielite foi considerada eliminada no Brasil em 1994, resultado de campanhas intensivas de vacinação com a VOP, representadas pelo personagem Zé Gotinha. Contudo, o vírus ainda circula em outros países, o que mantém a necessidade de vigilância contínua e vacinação regular, conforme ressalta Eder Gatti, diretor do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde.

Thais Ceciliano, biomédica e mãe de gêmeas de 2 anos, reforça a importância de manter a vacinação em dia, mesmo que a caderneta esteja atualizada. “A imunização contra a poliomielite é crucial para proteger nossas crianças e manter a erradicação da doença no Brasil”, afirma Thais.

O esquema vacinal contra a poliomielite inclui três doses de VIP nos primeiros meses de vida e duas doses de reforço com a VOP. O Ministério da Saúde reforça que a vacinação é a melhor forma de proteger as crianças contra doenças preveníveis e convida todos a apoiar o Movimento Nacional pela Vacinação, disponível nos postos de saúde durante todo o ano.


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