Estabilidade e variações análise dos preços globais de alimentos em junho

No último relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), os dados referentes ao Índice de Preços de Alimentos revelam uma estabilidade global nos custos dos alimentos em junho. O índice manteve-se em 120,6 pontos, praticamente inalterado em relação ao mês anterior, refletindo aumentos modestos nos preços de óleos vegetais, açúcar e laticínios, compensados por uma queda significativa nos preços dos cereais.

Os preços globais dos cereais apresentaram uma redução de 3% em comparação com o mês anterior, influenciados por uma perspectiva otimista na produção de grãos em países como Cazaquistão e Ucrânia. O Brasil, por sua vez, teve impacto destacado nas exportações de milho, com previsões de aumento na produção que contribuíram para a queda nos preços globais.

A produção global de cereais foi revisada para cima, com a FAO prevendo um recorde de 2,854 bilhões de toneladas em 2024, impulsionada por melhores expectativas nas colheitas de milho na América do Sul. Em contrapartida, os preços do açúcar subiram 1,9%, influenciados por uma colheita abaixo do esperado no Brasil. Já os óleos vegetais registraram um aumento de 3,1%, devido a cotações mais altas para óleos de palma, soja e girassol.

Apesar das oscilações em algumas categorias, o relatório da FAO aponta para uma estabilidade nos preços da carne, com quedas nos valores internacionais de aves e pequenos acréscimos nas carnes ovina, suína e bovina. A agência da ONU também projetou um aumento modesto no consumo mundial de cereais para o próximo período, com expectativas de que os estoques globais atinjam 894 milhões de toneladas até o final da temporada em 2025.

* Com informações Nações Unidas.


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