Originário das civilizações mesoamericanas, o cacau foi inicialmente valorizado pelos astecas e maias não apenas como alimento, mas também como moeda e em rituais sagrados. Com a chegada dos europeus ao continente americano, o cacau foi levado para a Europa, onde se popularizou e se transformou em uma das iguarias mais apreciadas globalmente. No Brasil, um dos principais produtores de cacau, as regiões do sul da Bahia e norte do Espírito Santo são reconhecidas por suas variedades de alta qualidade, como o cacau Cabruca e o Itaúna.
Segundo a professora Arissa Felipe Borges, do curso de nutrição da Estácio, o mercado de chocolate é diversificado, oferecendo tipos que variam principalmente pelo teor de cacau e pelos ingredientes adicionados. Ela destaca que o chocolate amargo, rico em flavonoides antioxidantes, contribui para a saúde cardiovascular e ajuda na proteção contra radicais livres. Por outro lado, o chocolate ao leite é o mais consumido globalmente pela sua doçura e cremosidade, enquanto o chocolate branco oferece uma experiência sensorial única com sua base de manteiga de cacau.
Arissa enfatiza que o cacau, além de ser a base para o chocolate, é uma fonte rica de flavonoides antioxidantes, essenciais para proteger as células contra danos e prevenir doenças crônicas. O cacau também é rico em minerais como magnésio, ferro e cobre, fundamentais para o bom funcionamento do organismo. Estudos recentes indicam que o consumo moderado de chocolate amargo pode beneficiar a saúde do coração e melhorar a função cognitiva, destacando ainda mais os potenciais positivos desse alimento milenar.


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