O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (13/06/2024), que o bem-estar da população está ligado aos compromissos de preservação do meio ambiente e defendeu a relação entre capital e trabalho para minimizar as desigualdades sociais. Lula discursou na sessão de encerramento do fórum inaugural da Coalizão Global para a Justiça Social, durante a 112ª Conferência da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra.
Lula destacou a relevância da OIT diante dos desafios contemporâneos e aceitou o convite do diretor-geral da OIT, Gilbert Houngbo, para co-presidir a Coalizão Global para a Justiça Social. Ele enfatizou a importância de implementar a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, citando que o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 8 (ODS 8), sobre Trabalho Decente para Todos, não está avançando conforme o necessário.
O presidente abordou a crescente informalidade no emprego, que passou de 1,7 bilhão em 2005 para 2 bilhões em 2024, além da queda na renda dos trabalhadores menos escolarizados e o elevado número de pessoas em extrema pobreza, mesmo estando empregadas. Ele destacou a necessidade de uma nova globalização com foco humano e defendeu a taxação dos super-ricos como forma de promover justiça social e combater as desigualdades.
Lula também mencionou a transição ecológica e digital como fundamentais para o desenvolvimento sustentável e criticou a concentração de renda global, mencionando que 3 mil bilionários detêm quase US$ 15 trilhões em patrimônio. Ele ressaltou a importância de políticas voltadas para habilidades digitais e sustentáveis e a participação igualitária dos países em desenvolvimento nos organismos de governança global.
A Coalizão Global pela Justiça Social, lançada no ano passado, já conta com mais de 250 membros e será uma ferramenta central para construir uma transição justa, com trabalho decente e igualdade. Lula finalizou seu discurso defendendo a ratificação da Emenda de 1986 à Constituição da OIT, que propõe eliminar os assentos permanentes dos países mais industrializados no conselho da organização.
*Com Informaçōes da Agência Brasil.


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