Durante sua participação na Cúpula do G77+China realizada em Havana, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva fez um discurso incisivo onde condenou o embargo econômico imposto pelos Estados Unidos contra Cuba, chamando-o de “ilegal”. Lula também expressou seu desacordo com a classificação dos EUA que considera Cuba um “Estado patrocinador do terrorismo” e reiterou a oposição histórica do Brasil a medidas unilaterais e coercitivas.
Em seu pronunciamento, Lula enfatizou a importância da governança global justa, destacando que “a governança mundial segue assimétrica” e lamentou que muitas das demandas do G77 não tenham sido atendidas. Ele criticou a credibilidade em declínio da Organização das Nações Unidas (ONU), do sistema Bretton Woods e da Organização Mundial do Comércio (OMC), instando os líderes a forjarem uma visão comum que leve em consideração as preocupações das nações de renda baixa e média, bem como de grupos mais vulneráveis.
Além disso, o presidente brasileiro cobrou os países ricos pela chamada “dívida histórica” relacionada ao aquecimento global e pediu financiamento climático para as nações em desenvolvimento. Ele enfatizou a importância da biodiversidade e a necessidade de promover a industrialização sustentável e investir em energias renováveis.
Durante sua estadia em Havana, Lula também manteve uma reunião bilateral com o presidente cubano Miguel Díaz-Canel, onde questões relacionadas à dívida de Cuba com o Brasil foram discutidas. O país caribenho enfrenta um grave desabastecimento de itens básicos, como alimentos, remédios e energia, mas devido à sua dívida de US$ 538 milhões com o Brasil, enfrenta restrições para obter recursos de instituições como o BNDES.
*Com informações da Sputnik Brasil


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