A missa em louvor a São Francisco Xavier, padroeiro da cidade do Salvador, ocorrerá na sexta-feira (10/05/2024), às 9h, na Catedral Basílica, localizada no Terreiro de Jesus, e será presidida pelo arcebispo e cardeal primaz do Brasil, Dom Sérgio da Rocha. Logo após, ocorrerá uma procissão. Os vereadores Joceval Rodrigues (MDB) e Marcelo Maia (DC) representarão o Legislativo da capital da Bahia.
O presidente da Câmara de Municipal de Salvador, vereador Carlos Muniz (PSDB), também defende a importância histórica e religiosa desta data que marca a consagração de Salvador ao santo. “Salvador comemora nesta sexta-feira exatos 338 anos de fé e devoção ao seu padroeiro, São Francisco Xavier, um missionário jesuíta que serve de modelo para todos os católicos. A Câmara de Salvador tem a honra de contribuir para a preservação dessa festa, que é um verdadeiro patrimônio cultural e religioso dos católicos soteropolitanos”, afirma.
Dom Sérgio da Rocha afirmou que o dia 10 de maio deve ser “uma data mais valorizada e devidamente divulgada, pela sua importância histórica para a cidade de Salvador”.
De acordo com a Arquidiocese de Salvador, no calendário litúrgico católico, a festa de São Francisco Xavier é celebrada no dia 3 de dezembro. Mas há um motivo para ser comemorada em Salvador na sexta-feira (10/05). Ainda nos tempos coloniais e do Brasil império, a cidade foi assolada, duas vezes, pela peste: uma em 1686, pela febre amarela, e a outra, pela cólera morbus, em 1855. Como São Francisco Xavier morreu de peste, os jesuítas sugeriram à população implorar a intercessão do santo. O atendimento foi imediato. E a peste cessou logo.
Houve então um movimento popular que atingiu as autoridades locais (na época, o chamado Senado da Câmara) e foi dirigido ao papa de então um pedido para que fosse declarado São Francisco Xavier padroeiro de Salvador. Em bula solene, datada de (10/05), São Francisco Xavier foi proclamado padroeiro, ou seja, protetor especial da capital da Bahia.
Nessa época, de acordo com a Arquidiocese de Salvador, “o povo e as autoridades, em grande regozijo, com grandes manifestações públicas, se comprometeram a celebrar, a cada ano, no dia 10 de maio, esse valioso patrocínio do santo jesuíta, e realizar, à custa do erário da municipalidade, e sob sua égide, uma procissão e mais solenidades religiosas condizentes”.


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