A vereadora Marta Rodrigues (PT) fez pronunciamentos contundentes nesta segunda-feira (18/03/2024), destacando que a venda das áreas verdes da cidade pela Prefeitura pode conduzir Salvador a uma posição de desalinho com a agenda global ambiental. Em sua análise, a parlamentar enfatizou que tais medidas estão em contradição direta com os esforços internacionais pela preservação ambiental e enfrentamento da emergência climática.
Segundo Marta, as ações da Prefeitura, incluindo a venda de áreas verdes para construção de espigões e a supressão de árvores, estão ganhando destaque não apenas em âmbito local, mas também nacional e até internacional. A vereadora expressou sua preocupação com o fato de que enquanto o Brasil se prepara para sediar a COP 30 em 2025, Salvador está seguindo na direção oposta, comprometendo-se cada vez mais com práticas que exacerbam os problemas ambientais.
A emergência climática, ressaltou a vereadora, é uma questão política fundamental e um compromisso inadiável com o presente e o futuro da cidade. Ela chamou a atenção para os sinais evidentes de mudanças climáticas já observados, destacando que a cidade experimenta um Verão prolongado e extremamente quente, enquanto outras regiões do mundo investem em preservação, reflorestamento e limpeza de recursos hídricos.
Além disso, Marta convocou a imprensa, a sociedade civil e artistas a se mobilizarem contra as políticas municipais que favorecem a degradação ambiental, salientando que a defesa das áreas verdes e do meio ambiente é crucial para garantir qualidade de vida para toda a população. Ela enfatizou a necessidade de expandir essa mobilização para além dos bairros mais privilegiados, alcançando também as áreas mais carentes da cidade.
A vereadora também trouxe à tona a questão dos terrenos destinados originalmente a equipamentos públicos, como escolas e postos de saúde, que estão sendo vendidos para iniciativas privadas. Essa prática, segundo Marta, demonstra uma falta de sintonia da Prefeitura com as demandas urgentes da sociedade e uma priorização equivocada de interesses privados em detrimento do bem-estar coletivo.
Este tipo de gestão urbana, conforme ressaltado pela vereadora, levanta questionamentos sobre a verdadeira visão da Prefeitura para o futuro da cidade e se ela está disposta a adotar políticas alinhadas com os desafios ambientais globais ou se persistirá em uma abordagem antiquada e danosa ao meio ambiente e à qualidade de vida dos cidadãos.


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