Na celebração das diversas dimensões femininas em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, o Goethe-Institut Salvador promove a última semana do projeto teatral JUNTAS. Este projeto, que reúne solos interpretados por diferentes atrizes nordestinas, é uma ode à mulher em sua plenitude. As apresentações ocorrem em duas datas: “Corpo Presente”, na quinta-feira (07/03/2024), e “Dolly”, na sexta-feira, ambas às 19h. Essas performances, além de proporcionarem uma reflexão sobre questões sociais relevantes para o universo feminino, são um convite à contemplação das narrativas que permeiam a experiência da mulher em suas mais diversas realidades.
“Corpo Presente”, protagonizado pela talentosa atriz Carla Lucena, indicada ao Prêmio Braskem 2023 como atriz revelação, mergulha nas profundezas da perda e da reconstrução. Através de cartas não respondidas, Lucena dá vida a uma mulher em busca de significado após a partida de sua mãe, desvendando segredos e memórias em um processo doloroso de luto e redescoberta.
Por sua vez, Alethea Novaes brilha em “Dolly”, adaptado do conto de Lygia Fagundes Telles. Através de três personagens distintas, Novaes nos transporta para o universo de jovens sonhadoras em Hollywood, cujas esperanças são obscurecidas por um trágico evento de feminicídio, lançando uma luz crua sobre suas aspirações e realidades.
O projeto JUNTAS não é apenas uma série de performances, mas uma manifestação da força e da diversidade das vozes femininas. Tanto Carla Lucena quanto Alethea Novaes enxergam nesse espaço uma oportunidade de celebrar e amplificar o talento das mulheres nas artes, conscientizando o público sobre questões sociais e conectando-se com as trajetórias femininas de forma íntima e poderosa.
Com uma programação que se estendeu por três finais de semana, o projeto JUNTAS, além das peças “Corpo Presente” e “Dolly”, apresentou também “Eu Versus Eles”. Estrelado por Ana Clara Veras, essa performance abordou temas como feminicídio, miséria e família, trazendo à tona uma reflexão contundente sobre as desigualdades sociais. Para Ana Clara, participar desse projeto significou mais do que uma atuação, foi uma oportunidade de olhar para sua própria existência com esperança, amor e memória.


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