Relatora da ONU pede que Reino Unido suspenda extradição de Julian Assange

A relatora especial da ONU sobre Tortura, Alice Edwards, lançou um apelo nesta terça-feira (07/02/2024) para que o Reino Unido suspenda a possível extradição de Julian Assange para os Estados Unidos. O ativista e criador da WikiLeaks enfrenta o risco de tortura ou outros maus-tratos se for enviado aos EUA, onde enfrenta acusações sob a Lei de Espionagem de 1917. A situação é agravada pelo fato de Assange sofrer de transtorno depressivo e ter tendências suicidas, segundo avaliação médica.

Edwards destacou que, se extraditado, Assange poderá ser submetido a isolamento prolongado enquanto aguarda julgamento e enfrenta a possibilidade de uma sentença de até 175 anos de prisão. Ela enfatizou que as garantias diplomáticas fornecidas pelos EUA não são suficientes para proteger Assange contra o risco de maus-tratos, levantando questões sobre a compatibilidade da extradição com as obrigações internacionais de direitos humanos do Reino Unido.

A relatora especial apelou ao governo britânico para que reveja a ordem de extradição, garantindo o cumprimento da proibição absoluta de retorno forçado à tortura e outros tratamentos desumanos. Além disso, solicitou medidas para salvaguardar a saúde física e mental de Assange. O próximo julgamento está agendado para o final de fevereiro no Supremo Tribunal de Londres.

*Com informações da Nações Unidas.


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