Cirurgia inovadora de estimulação cerebral profunda no Hospital Cárdio Pulmonar aprimora sintomas de Parkinson

O Hospital Cárdio Pulmonar (HCP), pertencente à Rede D’Or, alcançou um marco ao realizar uma cirurgia complexa de Estimulação Cerebral Profunda (DBS, do inglês Deep Brain Stimulation), destinada ao tratamento de Parkinson e outros distúrbios motores. A intervenção, que durou cerca de seis horas, foi conduzida em um paciente masculino de 80 anos diagnosticado com doença de Parkinson refratária, notabilizando-se pelos sintomas, incluindo tremores.

A técnica de DBS, agora disponível nos serviços do HCP, consiste na implantação de dois chips cerebrais conectados a um marcapasso, permitindo o controle eficaz dos sintomas. Este método não apenas atende pacientes com Parkinson, mas também é aplicável a outras condições como distonia, tremor essencial, transtorno obsessivo compulsivo, dor crônica, depressão e Síndrome de Tourette.

O neurocirurgião responsável pela inovadora intervenção, Anselmo Boa Sorte, especialista em neuromodulação e distúrbios neurológicos do movimento, destaca a importância da Estimulação Cerebral Profunda como uma modalidade terapêutica crucial, especialmente para pacientes com respostas inadequadas aos tratamentos farmacológicos convencionais ou que sofrem efeitos colaterais significativos desses medicamentos.

Boa Sorte destaca que o DBS representa uma evolução substancial em comparação aos métodos anteriores, seja baseados em medicamentos ou cirurgias ablativas. Ele ressalta a promessa da neuromodulação, com o DBS destacando-se como uma das técnicas mais proeminentes, especialmente em casos de Parkinson.

Dentre as vantagens notáveis desse tratamento estão a melhoria dos sintomas motores, a redução da necessidade de medicamentos, uma alternativa para aqueles impossibilitados de usar determinados remédios, personalização do tratamento e eficácia a longo prazo.

O procedimento realizado no Cárdio Pulmonar demonstrou uma rápida recuperação, com a alta médica concedida 72 horas após a cirurgia. Os cuidados pós-operatórios incluíram observação intensiva nas primeiras 24 horas, atenção à cicatriz, reabilitação e atividades leves por pelo menos 15 dias. A expectativa é de uma notável melhoria nos sintomas, especialmente nos tremores, e na qualidade de vida do paciente.

A cirurgia contou com a colaboração de sete profissionais diretamente envolvidos, incluindo neurocirurgiões, técnico de estimulação, instrumentadores, e anestesistas, além da equipe de enfermagem do centro cirúrgico do hospital. A disponibilidade do DBS no HCP reflete a expertise multidisciplinar da unidade e a infraestrutura completa para a realização desse procedimento inovador.


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