Nesta quarta-feira (15/11/2023), a Umbanda comemora seu Dia Nacional, mas os festejos são acompanhados por um desafio persistente: a intolerância religiosa. O pai Fernando D’Oxum, da Tenda Espírita São Lázaro, em São Gonçalo, lamenta o processo negativo desencadeado nos anos 1980 por algumas igrejas pentecostais que demonizaram a religião. Apesar disso, o babalorixá destaca um ressurgimento desde os anos 2000, impulsionado pela escola paulista e sua disseminação pelo país.
Para o babalorixá Wilker Jorge Leite Filho, do Templo Umbandista Estrela do Amanhã, a intolerância persiste, manifestando-se de forma menos velada. Dados do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro revelam 33 ocorrências de ultraje a culto religioso em 2021, indicando um aumento em relação a 2020. A injúria por preconceito e crimes relacionados à intolerância religiosa são preocupações crescentes.
A dificuldade em quantificar tendas e casas de santo no Brasil também é um obstáculo para a Umbanda. O pai Fernando D’Oxum propõe uma pesquisa para mapear essas instituições, destacando a cautela de alguns terreiros em se esconderem devido ao medo de ataques de grupos neopentecostais.
*Com informações da Agência Brasil.


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