O Novembro Azul, conhecido por sua ênfase na conscientização sobre o câncer de próstata, vai além neste mês ao destacar também a importância de se atentar ao diabetes, enfermidade que afeta cerca de 17 milhões de brasileiros. A retinopatia diabética, uma grave complicação decorrente do diabetes, torna-se um ponto focal de alerta, sendo caracterizada por lesões na retina que podem levar à baixa visão ou até mesmo à cegueira.
O oftalmologista Murilo Barreto, da OftalmoDiagnose, ressalta que tanto pacientes com diabetes tipo 1 quanto os com diabetes tipo 2 estão suscetíveis à retinopatia diabética, sendo o tempo de doença um fator crucial. A população masculina, muitas vezes menos propensa a cuidados médicos regulares, é particularmente instada a prestar atenção a este alerta. A prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais, destaca o médico, para um tratamento adequado que possa reduzir a incidência de cegueira causada pelo diabetes.
A retinopatia diabética resulta do aumento do nível de açúcar no sangue, causando lesões nas paredes dos vasos que nutrem a retina. A doença pode levar à permeabilidade vascular, acúmulo de líquido na retina, comprometimento da visão e até hemorragias que, em estágios avançados, podem causar o descolamento da retina. O controle rigoroso do diabetes desempenha um papel crucial na prevenção da retinopatia, reduzindo sua progressão e complicações associadas.
A incidência de retinopatia diabética em indivíduos jovens, especialmente naqueles com diabetes tipo 2, tem aumentado, apontando para a necessidade de maior atenção e diagnóstico precoce. O oftalmologista Frederico Faiçal, da Oftalmoclin, destaca que exames oftalmológicos regulares, como mapeamento de retina e exame do fundo de olho, são fundamentais para o diagnóstico precoce e tratamento eficaz. O controle do diabetes é vital na prevenção e gestão da retinopatia, e avanços tecnológicos oferecem diversas opções de tratamento, ressalta Faiçal.


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