Suspeitos de planejar ataques antissemitas no Brasil ligados ao Hezbollah geram preocupações na Europa

Na manhã desta quinta-feira (09/11/2023), a Europa repercutiu a prisão de dois suspeitos no Brasil que estariam planejando ataques contra a comunidade judaica do país. Sites de notícias em toda a Europa destacaram o caso, levantando preocupações sobre a segurança das comunidades judaicas na nação sul-americana.

O jornal francês Le Parisien observou que as prisões ocorreram em um momento de aumento de atos antissemitas em todo o mundo. Os suspeitos foram detidos em São Paulo como parte de uma operação conjunta entre a Polícia Federal brasileira e o Mossad, o serviço de inteligência israelense. O Brasil abriga a segunda maior comunidade judaica da América Latina, com 107 mil pessoas, e as lembranças de atentados antissemitas na vizinha Argentina, que deixaram dezenas de vítimas há quase três décadas, acrescentam uma dimensão significativa a essas prisões.

O jornal britânico The Guardian informou que a polícia brasileira também está investigando pistas de que o Hezbollah pode estar recrutando voluntários para realizar ataques antissemitas no Brasil. Um dos suspeitos foi detido ao desembarcar no aeroporto de Guarulhos (SP) vindo do Líbano, com a missão de repassar informações sobre a organização de possíveis atentados no Brasil.

O El País, jornal espanhol, relatou que as identidades dos suspeitos não foram reveladas, mas ambos são cidadãos brasileiros. A Polícia Federal conduziu operações de busca e apreensão em São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. Além disso, os nomes de outros dois suspeitos, que possuem dupla nacionalidade e estão no Líbano, foram repassados à Interpol, com mandados de prisão emitidos pelo Brasil.

A colaboração entre as agências de segurança brasileiras e o Mossad foi enfatizada em um comunicado, que afirmou que a “célula terrorista” planejava ataques contra alvos israelenses e judeus no Brasil, sendo financiada e dirigida pelo regime iraniano. A nota também mencionou que essa rede operava em outros países, embora detalhes adicionais não tenham sido divulgados.

Recentemente, especialistas em segurança investigaram a suposta presença do Hezbollah na tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai. As prisões ocorrem pouco mais de um mês após o início do conflito entre Israel e o Hamas, que teve repercussões em todo o mundo. A Confederação Israelita do Brasil (Conib) expressou sua preocupação com o caso, destacando a importância de combater o terrorismo em todas as suas formas e manter a harmonia entre as diferentes comunidades no Brasil.

*Com informações da RFI.


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