Edtech Latino-americana na Bahia ajuda empresas com metas ESG por meio da inclusão de mulheres na tecnologia

A valorização da diversidade nos ambientes de trabalho tem se destacado como um desafio global, inclusive na Bahia. A dificuldade de contratar talentos femininos, especialmente em setores predominantemente masculinos, como a tecnologia, persiste. Segundo a UNESCO, apenas 3 em cada 10 profissionais de tecnologia são mulheres. A Laboratória, uma edtech que atua em 11 países da América Latina, incluindo o Brasil, busca mitigar esse problema ao capacitar mulheres em programação e análise de dados. Com o apoio do Google.org, a Laboratória forma um valioso talento feminino e o apresenta ao mercado de trabalho.

“A contratação de graduadas da Laboratória é benéfica para as empresas, pois essas mulheres são altamente qualificadas e contribuem para metas ESG de diversidade de gênero e transformação social”, afirma Julia Diniz, Business Development Manager da Laboratória no Brasil.

Além de seus bootcamps, a Laboratória promove eventos como o Código M, uma imersão em tecnologia para mulheres. O sucesso dessas iniciativas é evidente, com eventos frequentemente esgotados devido ao crescente interesse das mulheres na área.

O compromisso com a diversidade se torna cada vez mais importante para as empresas, conforme evidenciado por um estudo da KPMG que revelou que 56% dos CEOs veem desafios na gestão das expectativas crescentes em torno da inclusão e diversidade.

Julia Diniz enfatiza a importância de enfrentar conscientemente os vieses associados à contratação de grupos minoritários e minimizá-los. Empresas que possuem maior diversidade em suas equipes de liderança relatam uma rentabilidade 19% maior em inovação, de acordo com o Boston Consulting Group.

No entanto, vale a pena observar que nem sempre os esforços para a contratação de mulheres são eficazes. Uma pesquisa do BCG sobre diversidade de gênero revela que embora 91% das empresas tenham programas de diversidade em vigor, apenas 27% das mulheres afirmam ter realmente se beneficiado deles.

A Laboratória, fundada no Peru em 2014, atua em 11 países latino-americanos e já formou mais de 95 turmas de bootcamps. Mais de 1.100 empresas na América Latina contrataram graduadas da edtech, com uma taxa de empregabilidade em torno de 79%. Essa edtech desempenha um papel fundamental na promoção da igualdade de gênero no mercado, onde menos de 20% das vagas tecnológicas na América Latina são ocupadas por mulheres.


Tags


Deixe um comentário


Discover more from News Veritas Brasil (NV)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading