Motociclistas que trabalham com entregas por aplicativos iniciaram uma série de paralisações em várias regiões do Brasil, começando na sexta-feira (29/09/2023) e com previsão de continuar até domingo (01/10). A mobilização tem como objetivo chamar a atenção de consumidores e empresas contratantes para as condições precárias de trabalho e a falta de regulamentação da atividade.
Os protestos, que ocorrem em 12 estados e no Distrito Federal, são liderados pelo Sindicato dos Mensageiros, Motociclistas, Ciclistas e Mototaxistas Intermunicipal do Estado de São Paulo (SindimotoSP). Entre as principais reivindicações da categoria estão melhores condições salariais e de trabalho, além de pagamentos de aproximadamente R$ 35 por cada hora online de trabalho. Atualmente, as empresas de aplicativos propõem pagar entre R$ 12 e R$ 17 por hora trabalhada, de acordo com o sindicato.
De acordo com uma pesquisa realizada pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e pela Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), cerca de 1,7 milhão de pessoas trabalham como motoristas ou entregadores de aplicativos no Brasil. Dentre esses trabalhadores, aproximadamente 62% são pessoas negras, e 60% possuem ensino médio completo.
Essa paralisação ocorre em um momento de crescente preocupação com as condições de trabalho dos entregadores de aplicativos e a relação entre esses trabalhadores e as empresas contratantes.


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