Aumento de casos de suicídio em moradores das regiões Norte e Nordeste do Brasil são registrados

Após a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar o fim da emergência de saúde pública causada pela covid-19 em maio de 2023, pesquisadores alertam para os efeitos indiretos da pandemia, especialmente no que se refere ao aumento dos casos de suicídio. O Instituto Leônidas & Maria Deane da Fundação Oswaldo Cruz no Amazonas (ILMD/Fiocruz Amazônia) enfatiza essa preocupação no Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, celebrado em 10 de setembro.

Com base em dados de mortalidade do Ministério da Saúde, os pesquisadores identificaram um aumento nos casos de suicídio, principalmente entre mulheres nas regiões Norte e Nordeste do Brasil.

O estudo, intitulado “Excesso de Suicídios no Brasil nos Dois Primeiros Anos da Pandemia de Covid-19: Desigualdades de Gênero, Regionais e de Faixas Etárias,” revelou um cenário crítico no segundo ano de análise (março de 2021 a fevereiro de 2022), com um aumento significativo nos suicídios em mulheres com mais de 60 anos da região Sudeste e nas faixas etárias de 30 a 59 anos das regiões Norte e Nordeste.

Os pesquisadores enfatizam que países fortemente afetados pela pandemia de covid-19, como o Brasil, estão mais suscetíveis a efeitos indiretos, como o aumento nos casos de suicídio. Em 2022, o Brasil registrou 16,2 mil casos de suicídio, uma média de 44 por dia, marcando um crescimento de quase 12% em relação ao ano anterior.


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