Mundo enfrenta enchentes simultâneas; Brasil, Grécia, Hong Kong, Turquia e Bulgária assolados por chuvas mortais

As enchentes catastróficas varrem o mundo simultaneamente, deixando um rastro de destruição, morte e deslocamento em sua esteira. O Brasil, Grécia, Espanha, Turquia, Bulgária e Hong Kong são os locais que enfrentam a fúria das chuvas, com impactos severos em suas comunidades. Os especialistas alertam que esses eventos extremos são um claro sinal do colapso climático em curso, com o aquecimento global exacerbando as condições meteorológicas.

No Brasil, o estado do Rio Grande do Sul é o epicentro de uma tragédia climática que já tirou a vida de 41 pessoas. Um ciclone devastador, acompanhado de chuvas intensas e ventos fortes, causou destruição em 70 municípios, deixando mais de 52 mil pessoas desabrigadas. A cidade de Muçum, onde foram registradas 15 mortes, foi parcialmente submersa.

As autoridades estão mobilizadas em operações de resgate, e mais de 5,3 mil pessoas tiveram que deixar suas casas. Esse é o desastre mais mortal no Rio Grande do Sul até o momento, agravando uma série de eventos climáticos extremos que afetaram o país nos últimos meses.

Hong Kong, na Ásia, enfrenta a pior série de chuvas já registradas desde 1884, após a passagem de um supertufão. Em apenas 24 horas, a cidade experimentou uma precipitação de 600 mm de água, correspondendo a 25% da média anual. Um alerta preto, o nível mais alto, foi emitido, e os moradores foram orientados a permanecer em suas casas.

As inundações afetaram não apenas áreas residenciais, mas também a Bolsa de Valores de Hong Kong, a maior da Ásia. Embora mais de 80 pessoas tenham recorrido aos serviços de emergência hospitalar, até o momento, não foram registradas mortes. No entanto, a cidade está enfrentando um desafio monumental para lidar com as inundações.

Na Grécia, a região da Tessália está sofrendo com enchentes mortais. Bombeiros e o exército estão realizando operações de evacuação em vilarejos bloqueados pelas inundações, que já causaram a morte de sete pessoas. Pelo menos seis pessoas estão desaparecidas, e as autoridades temem que mais corpos sejam encontrados nas próximas horas.

Essas inundações ocorrem após a tempestade denominada “Daniel”, que desencadeou uma quantidade sem precedentes de chuva em 24 horas. O país também está se recuperando de incêndios florestais que atingiram seu auge no verão passado.

A Espanha também enfrenta a fúria das chuvas, com dois corpos encontrados na região de Madri após fortes precipitações. Isso eleva o número de vítimas confirmadas para cinco, enquanto uma sexta pessoa permanece desaparecida. O fenômeno conhecido como “Dana” costuma causar tragédias na Espanha, com chuvas torrenciais que inundam repentinamente os leitos dos rios.

Nos países vizinhos da Grécia, Turquia e Bulgária, chuvas torrenciais causaram pelo menos 12 mortes. As ruas na Turquia se transformaram em rios, com a cidade de Kirklareli sendo uma das mais afetadas. A cidade de Istambul, após um verão excepcionalmente seco, agora enfrenta as consequências das enchentes.

Na costa da Bulgária, no Mar Negro, as chuvas mais fortes desde 1994 mataram pelo menos três pessoas e deixaram turistas isolados. As inundações, antes raras na região costeira do Mar Negro, tornaram-se mais frequentes devido às mudanças climáticas e à infraestrutura inadequada.

Esses eventos extremos e simultâneos ao redor do mundo destacam a urgência de ações globais para combater as mudanças climáticas e se adaptar às suas consequências crescentes. A comunidade internacional está sendo chamada a agir de maneira decisiva para mitigar os impactos devastadores das condições meteorológicas extremas que estão se tornando cada vez mais comuns.

*Com informações da RFI.


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