A Esclerose Múltipla, uma doença neurológica crônica que frequentemente afeta jovens e mulheres, está no centro das atenções no Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla, celebrado na quarta-feira (30/08/2023). Com cerca de 35 mil indivíduos no Brasil enfrentando essa condição, muitos ainda desconhecem a patologia ou têm um entendimento limitado sobre ela. A data busca sensibilizar a sociedade sobre os desafios enfrentados pelos portadores da doença e suas famílias.
O neurologista Dr. Eduardo Cardoso, do Grupo CITA (Centros Integrados de Terapia Assistida), ressalta que a conscientização desempenha um papel vital para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Enquanto não existe uma cura definitiva, reconhecer os sintomas iniciais e buscar um diagnóstico precoce é crucial para o gerenciamento eficaz da Esclerose Múltipla. O tratamento iniciado cedo pode reduzir a gravidade dos sintomas e minimizar potenciais complicações a longo prazo.
“A Esclerose Múltipla não precisa ser mais vista como uma sentença de incapacidade”, afirma o Dr. Cardoso. Com a identificação correta dos sintomas e o acesso a terapias apropriadas, os pacientes têm a oportunidade de levar vidas plenas e ativas.
Embora a doença não seja hereditária em si, existe uma influência genética que interage com fatores ambientais. Infecções virais, falta de exposição solar e níveis baixos de vitamina D, tabagismo, obesidade e estresse são gatilhos considerados que podem desencadear a doença. A prevenção, portanto, envolve evitar esses fatores de risco.


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